Das seis seleções restantes na Copa do Mundo, apenas uma não é europeia. Ou seja, para que as semifinais não tenham a cara de uma Eurocopa, a Argentina precisa superar a Suíça, naquela que pode ser a última partida de Messi na história dos Mundiais. Caso saia classificado do Estádio Arrowhead, às 22h, em Kansas, no entanto, além de defender o título, o capitão vai poder dar sequência à sua interminável sede de jogar futebol. A Cazé TV transmite ao vivo o duelo.
Aos 39 anos, Messi teve de atuar como nenhuma outra estrela do torneio para levar a Argentina às quartas de final. Em seu sexto Mundial, ele compete no mesmo nível dos melhores atacantes desta geração, como Mbappé e Haaland. Com oito gols nos primeiros cinco jogos, é forte candidato à Chuteira de Ouro, um dos poucos prêmios que ele não tem em sua coleção.
Caso ajude a Albiceleste a ir adiante com mais gols, ele se aproxima do francês Just Fontaine, maior artilheiro em uma única edição, com 13 gols, em 1958. Messi teria ainda, no mínimo, dois jogos para alcançar a meta, pois jogaria a final ou a disputa do 3º lugar. O atual desempenho já supera sua melhor marca em Copas. O capitão marcou 57% dos 14 gols da seleção, da qual nenhum outro jogador balançou a rede mais de uma vez. O peso dos gols de Messi supera o do Catar (47%).
Tendo conquistado a glória em 2022, Messi não se via disputando mais um Mundial, mas não deixou de se preparar fisicamente e de adaptar seu jogo à velocidade e eficiência do futebol atual. Muito antes de se aproximar dos 40 anos, ele começou a cuidar ainda mais da sua alimentação e a fortalecer a musculatura.
Fora da seleção, onde tudo gira em torno de Messi, sua influência também tem crescido, como se pode observar em suas duas primeiras temporadas completas no Inter Miami. Em 2024, Messi fez 20 gols em 19 jogos da temporada regular da MLS, o que representa 25% do total de 79 gols da equipe da Flórida. E em 2025, foram 29 gols em 28 jogos, 36% dos 81 gols da franquia co-propriedade de David Beckham. Nesta última temporada, Messi conquistou a Chuteira de Ouro e o prêmio de MVP (Jogador Mais Valioso) da Major League Soccer (a Liga americana de futebol) e levou o Inter Miami ao primeiro título da liga em sua história
Em campo, ele tenta controlar o ritmo, mas devido à falta de descanso por conta dos desafios enfrentados pela Argentina, ele é o quarto jogador da equipe em distância percorrida, com um total de 36 km. Em todo caso, só isso não seria suficiente sem seu talento extraordinário e sede de competição. "É como o vinho, o tempo o aprimora. Incrível", resumiu o ex-jogador da seleção e agora comentarista de televisão Marcelo Gallardo.
Messi, porém, não chegará a mais uma façanha sozinho. Além dele, apenas do time que deve começar a partida deste sábado, são outros oito jogadores da final inesquecível contra a França, em 2022. Ou seja, o seu xará Lionel Scaloni, repete a mesma base de um elenco que aprendeu a gostar de ganhar. As mudanças para 2026 são Otamendi por Martínez e Di María por Paredes.
No lado suíço, a expectativa é manter a fama de um time traiçoeiro e beliscar alguma oportunidade. Nem que ela signifique levar aos pênaltis, algo que Cabo Verde e Egito estiveram perto de fazer contra a Argentina. A baixa do técnico Murat Yakin é uma pena não só para a equipe, mas para o espetáculo. O jovem meio-campista Johan Manzambi, de 20 anos, um dos destaques do time na competição com três gols marcados não se recuperou de uma lesão no joelho que o tirou até da classificação contra a Colômbia.
“Tentamos de tudo para deixá-lo em plenas condições físicas, mas, infelizmente, ele não terá condições de atuar. Ele está sentindo muitas dores, e isso é muito difícil para nós. Ele vivia um grande momento, e vê-lo jogar traz alegria. Estava em excelente forma, mas está descartado”, garantiu Yakin.
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