Copa do Mundo

Djalminha não acredita em favoritismo do Brasil na Copa do Mundo

O meio-campista da Seleção do penta, afirmou que Ancelotti teve pouco tempo de trabalho e que ainda falta formar um conjunto

Djalminha colocou o Brasil como quinto favorito na Copa do Mundo 2026
Djalminha colocou o Brasil como quinto favorito na Copa do Mundo 2026 Foto : MAURO PIMENTEL/AFP/CP

O ex-jogador brasileiro Djalminha compareceu ao treino da Argentina em Kansas City e compartilhou suas impressões sobre a Copa do Mundo: a equipe de seu amigo Lionel Scaloni está mais forte do que nunca, e o Brasil está longe da disputa. "Não somos favoritos, temos problemas”, disse o ex-meio-campista à AFP à beira do campo na tarde de quinta-feira. Atual comentarista esportivo, Djalminha surpreendeu a imprensa ao atravessar a corda que o separava do gramado e dar um abraço em Lionel Scaloni. “Esse era bom, hein”, disse o técnico aos jornalistas, sem esconder a admiração e o carinho por seu ex-companheiro do Deportivo La Coruña.

Para Djalminha, ainda lembrado no futebol espanhol por dribles impossíveis, Scaloni foi “um grande jogador”. Naquela época, no entanto, o brasileiro não o imaginava como treinador, embora já percebesse a liderança com a qual seu amigo mais tarde transformou a Argentina em uma equipe vencedora. “Ele é um fenômeno. Conseguiu fazer com que todos os jogadores entendessem a importância que o Messi tem. Ele montou um time que joga para o Leo. Hoje acho que a equipe é mais forte do que há quatro anos”, opinou Djalminha.

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Para o brasileiro, “esse favoritismo nunca é bom, mas a equipe está mais madura”. O auge da Argentina com a chegada de Scaloni coincidiu com um acentuado declínio da Seleção Brasileira, que se agarrou à sabedoria do treinador italiano Carlo Ancelotti.

“Ancelotti foi bom para o Brasil, mas teve pouco tempo de trabalho. Nós não somos favoritos, temos problemas. Temos tradição e bons jogadores, mas ainda nos falta um conjunto. Talvez durante a Copa o time possa crescer e conquistar algo grande, mas, se eu tiver que listar os favoritos, coloco o Brasil em quinto. Vejo à frente França, Espanha, Argentina e talvez Portugal”, afirmou o ex-atleta de 55 anos à AFP.

Sobre as esperanças depositadas em Neymar, novamente lesionado às vésperas do torneio, ele se limita a dizer que 'precisa estar bem, porque ainda não está'. Djalminha, que integrou a seleção campeã da Copa América de 1997, prefere não citar nenhum jogador desta Copa em que se veja refletido. “Não gosto de comparar. O futebol mudou muito e os jogadores já não têm tanta liberdade em campo”, disse o ex-jogador.