Copa do Mundo

“Esqueceram de mim”, versão Copa do Mundo

Correio do Povo relembra unanimidades nacionais que não foram convocadas para o Mundial

Correio do Povo lembra as unanimidades nacionais que não foram convocadas para a Copa, como Romário, em 2002
Correio do Povo lembra as unanimidades nacionais que não foram convocadas para a Copa, como Romário, em 2002 Foto : AE / CP Memória
A poucas horas da convocação dos jogadores do Brasil para a Copa do Mundo 2010, o Correio do Povo recorreu à memória para elaborar uma lista de “atletas injustiçados”. Aqueles craques, unanimidades nacionais, mas que na hora da verdade foram deixados de fora do Mundial.

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A relação dá continuidade à série de especiais sobre a Copa do Mundo. Por aqui já passaram as melhores defesas, os pernas de pau, os frangos inesquecíveis, as finais mais marcantes, pancadarias memoráveis, as eliminações marcantes Argentina e os campeões no papel.


5º lugar
Leão 1982

Que a Seleção Brasileira de 1982 era mágica ninguém dúvida. Mas, na opinião de muitos dos milhões de técnicos que o Brasil já tinha na época, ela poderia ser ainda melhor. Para essa legião de treinadores, Telê Santana esqueceu de convocar um goleiro seguro para a baliza. Quem? O temperamental Emerson Leão, com 33 anos na época. Tricampeão brasileiro (duas vezes pelo Palmeiras e uma pelo Grêmio) e reserva em 1970, experiência de sobra ele tinha. Mesmo assim, ficou de fora da lista. Valdir Peres acabou com a camisa 1. E engoliu um frango contra o União Soviética.


4º lugar
Renato 1986

Tudo bem, ele era polêmico – e boêmio – mas ninguém pode negar o talento de Renato Portaluppi. Principal jogador na conquista do Mundial Interclubes pelo Grêmio, em 1983, o ponta-direita estava com o passaporte quase carimbado para a Copa do Mundo do México, em 1986. Mas, dias antes da convocação, fugiu da concentração junto com outros companheiros para ir em uma festa. A escapada chegou aos ouvidos do técnico Telê Santana. Disciplinador, Telê cortou Renato e o Brasil, que teve vários problemas por lesão, perdeu um de seus destaques ofensivos.


3º lugar
Romário 2002

Poucas vezes na história se viu uma mobilização tão grande. Era consenso nacional, todo mundo queria. Afinal, tratava-se de Romário, o Baixinho artilheiro e principal jogador na então última conquista de Copa, em 1994. Ele já não havia ido para a França quatro anos antes por causa de lesão, entretanto, em 2002, estava bem – e, para variar, marcando gols. Porém, a opinião pública não foi suficiente para dobrar Luiz Felipe Scolari. No fim deu certo. Mesmo sem Romário, Ronaldo deu conta do recado, marcou oito gols – recorde em Mundiais – e o Brasil voltou da Ásia com o Penta.


2º lugar
Falcão 1978

Seu nome é Paulo Roberto Falcão. Com a camisa 5 do Inter às costas, já havia conquistado um bom número de campeonatos estaduais e levantado a taça do Brasileirão. Aos 25 anos, era um dos meias mais talentosos da geração pós-Pelé. Precisa de mais alguma referência? Não, né... Pois então, há alguma explicação para não levá-lo a uma Copa do Mundo? Não, né... Essa é a bronca com Claudio Coutinho, em 1978, que abriu mão da qualidade para levar mais “raça”, com Chicão, do São Paulo, à Argentina. Ok, o Brasil foi bem e até injustiçado naquele mundial, mas fica a sensação: “Se o Falcão fosse...” No fim das contas, será que não foi o “fator Falcão” que faltou?


1º lugar

Neymar, Ganso e/ou Ronaldinho, 2010

A gente sabe que a convocação só vai sair nesta terça-feira, mas o Correio do Povo se une às milhares de rodinhas desse Brasil e ataca em três frentes: Ganso, Neymar e Ronaldinho.
Você nem precisa gostar de um dos três. Mas não importa o que Dunga faça, parte da torcida vai reclamar. Talento, todos têm. Contra os dois do Santos pesa a pouca idade e a inexperiência na Seleção – nunca foram convocados. O ex-meia do Grêmio passou pela pior fase da carreira recentemente, engrenou uma recuperação, mas não conseguiu repetir o futebol que o fez o melhor jogador do mundo em duas oportunidades.

E aí, Dunga? Quem vai ser o esquecido da vez?