Copa do Mundo

FBI investiga operações financeiras da Federação Argentina durante a Copa do Mundo nos EUA

Departamento de Justiça americano busca informações sobre possível lavagem de dinheiro por empresas a serviço da AFA

Claudio Tapia é o presidente da AFA
Claudio Tapia é o presidente da AFA Foto : ALEJANDRO PAGNI / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP / CP

Enquanto Lionel Messi carrega a seleção em busca do tetracampeonato mundial, os dirigentes da Federação Argentina de Futebol colocaram o país nas páginas policiais. Segundo o jornal argentino La Nación, promotores federais e agentes do FBI (polícia federal americana) começaram a investigar as operações financeiras da AFA nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo.

Com base em duas fontes do La Nación, há suspeita de fraude e lavagem de dinheiro. Os investigadores do Departamento de Justiça buscam entender como a entidade presidida por Claudio “Chiqui” Tapia movimentou centenas de milhões de dólares pelo sistema financeiro dos Estados Unidos.

Segundo o jornal, os investigadores buscam testemunhas com conhecimento direto da gestão de Tapia e do empresário Guillermo Toviggino à frente da AFA e da TourProdEnter LLC, empresa do produtor teatral Javier Faroni que administrava a cobrança de contratos comerciais da Associação no exterior. Entre os possíveis depoentes, o Departamento de Justiça também avalia convocar ex-integrantes do governo de de Javier Milei que tiveram acesso a informações sensíveis sobre a AFA ou que fiscalizaram suas operações nos últimos anos.

A investigação preliminar começou a tomar forma em 2025 e está a cargo de três promotores federais: Patrick Gushue e Christopher Ting , baseados em Washington D.C., e Michael Berger, no Distrito Sul da Flórida.

Gushue faz parte da Unidade de Integridade Bancária do Departamento de Justiça e dirige o Programa Piloto de Recompensas para Denunciantes Corporativos. Ting, que recentemente ingressou nessa unidade após trabalhar na Latham & Watkins LLP, participou de investigações relacionadas a crimes financeiros. Já Berger atua como advogado sênior de litígios no Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito Sul da Flórida e liderou, entre outros, o caso que resultou na condenação do ex-Controlador Geral do Equador, Carlos Ramón Polit Faggioni, por lavagem de dinheiro em Miami.

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