A Federação Mexicana de Futebol teve ratificada contra si duas multas impostas pela Fifa por cantos homofóbicos de seus torcedores em partidas amistosas realizadas em 2024, contra Bolívia, Uruguai e Estados Unidos. A entidade já havia sido punida antes, mas recorreu da decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), que confirmou nesta terça-feira a decisão. Assim, os mexicanos terão que desembolsar 60 mil francos suíços (R$ 383 mil) em uma das multas e 80 mil (R$ 510 mil) em outra.
A Federação Mexicana alega que empreendeu “os maiores esforços possíveis para educar, prevenir e erradicar” cantos homofóbicos das arquibancadas de seus estádios. Ainda assim, gritos preconceituosos a cada vez que o goleiro adversário vai cobrar um tiro de meta ainda são frequentes no país. Essa, inclusive, não é a primeira punição à entidade pelo mesmo motivo.
Apesar das multas, comemoração
Na busca por evitar maiores problemas, a Federação lançou uma campanha na esperança de modificar o comportamento dos seus torcedores durante a Copa do Mundo, que o país sedia junto com Estados Unidos e Canadá. O país vai receber 13 jogos, incluindo o duelo de abertura, entre a seleção anfitriã e a África do Sul, no dia 11, às 16h (de Brasília).
Ainda que as multas tenham sido mantidas, houve motivos para os mexicanos comemorarem no novo julgamento do TAS. Isso porque o Tribunal anulou outra punição, que fechava 15% das arquibancadas da próxima partida da seleção mexicana, justamente a estreia no Mundial.