O Comitê de Apelação da Fifa rejeitou nesta segunda-feira, o recurso da Federação Belga de Futebol (RBFA) contra a revogação da suspensão do atacante americano Folarin Balogun, expulso na fase de 16-avos de final da Copa do Mundo, mas liberado para jogar contra os “Diabos Vermelhos” nas oitavas. A RBFA “não tem legitimidade para apresentar recurso contra esta decisão, uma vez que não é parte no processo”, afirmou a Fifa em comunicado.
“A RBFA informou à Federação de Futebol dos Estados Unidos que contesta a elegibilidade do jogador, caso o jogador seja escalado na súmula de arbitragem. Isso deixa em aberto todas as ações futuras” escreveu a Federação Belga em comunicado. Com o jogo entre Bélgica e Estados Unidos marcado para as 17h no horário local (21h de Brasília) nesta segunda-feira, em Seattle, os belgas ainda podem recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS), alegando os prejuízos causados pela decisão da Fifa, mas o tempo está se esgotando.
“Imaginemos que a CAS emita uma decisão depois do jogo, dentro das 48 horas que lhe foram concedidas, e que invalide a decisão da Fifa. A federação americana, supondo que vença a partida esta noite, correria o risco de perder por W.O.”, comentou Sébastien Ledure, advogado especialista em direito esportivo, no canal de televisão RTBF.
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Enquanto isso, o argumento apresentado pelo Comitê de Apelação elimina qualquer debate sobre o mérito do caso e não esclarece as razões que levaram à revogação da suspensão de Balogun.
“Até o momento, a RBFA ainda não recebeu os fundamentos dessa decisão, nem as informações que vem solicitando desde o início do processo (...). Isso constitui uma violação do regulamento da Fifa”, protestou mais uma vez a entidade belga. Expulso por pisar no tornozelo do zagueiro bósnio Tarik Muharemovic, Balogun teve sua suspensão automática revertida para uma “suspensão de um jogo condicional, acompanhada de um período probatório de um ano”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira que interveio diretamente no caso, ligando para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir que ele revisasse o cartão vermelho, ao considerá-lo injusto. Diante de uma enxurrada de críticas, Infantino declarou na rede social X que havia dito Trump que os órgãos disciplinares da Fifa são “independentes”, negando implicitamente qualquer intervenção direta.