Copa do Mundo

Imprensa britânica questiona: “Brasil é mais uma marca que time?”

Eliminação nas oitavas para Noruega repercute nos sites internacionais

Eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 segue repercutindo na imprensa internacional
Eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 segue repercutindo na imprensa internacional Foto : ODD ANDERSEN / AFP

A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 segue repercutindo na imprensa internacional. Assim, como na mídia nacional, os jornalistas estrangeiros buscam respostas para mais uma derrota precoce em Mundiais (desde 2002, o Brasil só chegou às semifinais em 2014). No britânico The Guardian, o jornalista Leander Schaerlaeckens assina o texto que pergunta: "Saída do Brasil da Copa levanta a pergunta: eles são mais uma marca do que um time?"

Ao longo da matéria, Schaerlaeckens afirma que Vinicius Júnior, Neymar, Endrick e o técnico Carlo Ancelotti não conseguiram salvar o Brasil.

"O veterano treinador conseguiu finalmente fazer Vinícius engrenar e extrair vitórias convincentes por 3 a 0 sobre o Haiti e a Escócia, após um empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia do torneio. Ele armou uma virada tardia sobre uma equipe do Japão que talvez merecesse melhor sorte. E, no fim das contas, foi só isso que ele pôde fazer pelo Brasil", escreve.

Veja Também

"Isso deixa a pergunta incomodamente sem resposta de se o Brasil é mais uma marca do que um time. Eles continuam sendo o padrão-ouro no jogo internacional quando se trata de boas vibrações, boa vontade global e, claro, história. Mas já faz bastante tempo desde que corresponderam aos seus próprios padrões elevados", destacou.

Críticas ao elenco e táticas

O texto critica ainda algumas das escolhas de Ancelotti e a situação do meio-campo brasileiro. "O Brasil trouxe um time incompleto para a América do Norte. Endrick, aos 19 anos, não estava pronto para este palco, e por isso o Brasil carecia de um atacante útil. O meio-campo corria com pernas veteranas e criatividade mediana".