Copa do Mundo

João Paulo Fontoura: "Messi, Mbappé, Zidane, R10 e Itaqui"

Argentino e francês carregam nas costas o mesmo número da camisa e maneiras completamente distintas de jogar futebol.

Mbappé tem desequilibrado todas as partidas para os franceses
Mbappé tem desequilibrado todas as partidas para os franceses Foto : Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP / CP

Não sei se o leitor vai me entender, mas vamos lá. Quando via Zidane jogar de forma natural e sem fazer esforço, eu pensava: "futebol é tão simples!" Já quando assisti in loco Ronaldinho, a certeza era da impossibilidade de reproduzir o que ele fazia e a incerteza de não ser feitiçaria. Isso bem antes dele ganhar o apelido de 'Bruxo'.

Até então haviam sido os maiores camisas 10 que eu tinha acompanhado, embora Zizu usasse a 5 no Real Madrid e Ronaldinho até a 18, porque Celso Roth seguidas vezes deu a 10 para o Itaqui. Me refiro a seleções, claro. Afinal de contas, estamos em Copa do Mundo.

Até que chegaram Messi e Mbappé. O argentino me desperta a sensação quase irritante pelo número de vezes em que repete quase os mesmos lances, com a mesma precisão e com um aproveitamento fora do comum. Se havia alguma dúvida de se tratar de um ET, o choro após o jogo com o Egito mostra ser um humano a serviço do futebol.

Mpappé me remete a um misto de R10 e R9. Tem o sorriso do Gaúcho e a volúpia do Fenômeno. É capaz de criar jogadas fisicamente quase inverossímeis pela dificuldade de execução misturando força e técnica. Não que eu esteja na torcida para vê-los novamente na final, como em 2022, mas que seria sensacional, ah isso seria.

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