Não sei se o leitor vai me entender, mas vamos lá. Quando via Zidane jogar de forma natural e sem fazer esforço, eu pensava: "futebol é tão simples!" Já quando assisti in loco Ronaldinho, a certeza era da impossibilidade de reproduzir o que ele fazia e a incerteza de não ser feitiçaria. Isso bem antes dele ganhar o apelido de 'Bruxo'.
Até então haviam sido os maiores camisas 10 que eu tinha acompanhado, embora Zizu usasse a 5 no Real Madrid e Ronaldinho até a 18, porque Celso Roth seguidas vezes deu a 10 para o Itaqui. Me refiro a seleções, claro. Afinal de contas, estamos em Copa do Mundo.
Até que chegaram Messi e Mbappé. O argentino me desperta a sensação quase irritante pelo número de vezes em que repete quase os mesmos lances, com a mesma precisão e com um aproveitamento fora do comum. Se havia alguma dúvida de se tratar de um ET, o choro após o jogo com o Egito mostra ser um humano a serviço do futebol.
Mpappé me remete a um misto de R10 e R9. Tem o sorriso do Gaúcho e a volúpia do Fenômeno. É capaz de criar jogadas fisicamente quase inverossímeis pela dificuldade de execução misturando força e técnica. Não que eu esteja na torcida para vê-los novamente na final, como em 2022, mas que seria sensacional, ah isso seria.