Poucas vezes vi uma reversão de domínio de jogo como a partir da polêmica expulsão de Embolo. O atacante da Suíça recebeu o vermelho aos 25 minutos do segundo tempo, apenas três depois do gol de empate dos suíços, que já faziam por merecer. A Argentina estava vendo o fim da Copa se aproximar pela terceira vez seguida.
A superioridade numérica, o baque moral do adversário e a torcida gritando praticamente sem parar mudaram tudo. Somado o tempo restante com a prorrogação foi quase uma hora de pressão de quem estava nas cordas até o VAR entrar em ação.
O lance ficará para a história das Copas. A simulação de Embolo, embora condenável, foi exitosa. Ele de fato ludibriou a arbitragem tornando o amarelo para Paredes, errado, pois o argentino não fez nada. No entanto, o que interpreto da regra de “identificação errada” é o que aponta Andrei Kampff, especialista em direito esportivo. "O árbitro não confundiu atletas. Ele apenas interpretou o lance de forma equivocada".
Recorro a um jornalista também advogado e não a um ex-árbitro, pois casos como esse, tal qual uma lei, antes da regra existir, alguém pensou em escrevê-la. É o "espírito da lei", o que me parece o VAR não ter levado em consideração. Nem o juiz, depois de rever o lance.
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