Copa do Mundo

João Paulo Fontoura: “O paradoxo das semifinalistas”

As quatro melhores seleções do ranking da Fifa construíram campanhas distintas, mas com um fator em comum

Espanha e França fazem o confronto mais aguardado da Copa do Mundo
Espanha e França fazem o confronto mais aguardado da Copa do Mundo Foto : FREDERIC J. BROWN / AFP / CP

As quatro primeiras seleções do ranking da Fifa são também as quatro melhores da Copa. Pelo menos no resultado. O quarteto construiu campanhas distintas, mas com um fator em comum, talvez a mudar a partir das semifinais que começam hoje. Nenhuma delas jogou um futebol de campeã.

França: principal favorita não teve a zaga efetivamente testada e controlou todos os adversários sem fazer força. Passou a impressão de que se jogasse somente com Olise, Mbappé, Dembelé e Barcolá ou Doet ganharia do mesmo jeito. Se tiver mais campo para atuar, creio mostrará o que tem de melhor: força, velocidade e qualidade em quantidade.

Espanha: será o primeiro teste maior para a França, mas para si também. Preguiçosa na primeira fase mostrou evolução nas eliminatórias e correu raros riscos. O jogo envolvente de toque de bola é pouco agressivo e se não for pelo talento de Yamal, não vejo por onde chegar à final, que dirá ao título.

Inglaterra: a atitude e a imposição na estreia contra Croácia, passada depois a desconfiança até a épica classificação no Azteca contra o México mostraram um comportamento de quem está com mais sede do que os demais. Se as estrelas dos rivais são Mbappé, Messi e Yamal, nenhum deles encontrou um coadjuvante como Jude Bellingham para Harry Kane.

Argentina: se comporta como se não tivesse superado no Catar o jejum de 36 anos sem uma Copa. Ninguém tem a sinergia torcida e time como eles e isso já mostrou não ser pouca coisa. Ainda mais para quem conta com Messi, aos 39 anos, correndo como se estivesse nas ruas de Rosario. A Scaloneta também não joga como campeã, mas honra a alcunha.

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