Copa do Mundo

João Paulo Fontoura: "Segunda semana recheada de histórias"

No encerramento da segunda rodada da Copa, Cristiano Ronaldo chegou para a festa onde o Zico joga no Egito e o Halland, sozinho, fez mais bagunça do que muita gente junta

Mostafa Zico, nome em homenagem ao craque brasileiro, fez um dos gols da primeira vitória do Egito em Copas
Mostafa Zico, nome em homenagem ao craque brasileiro, fez um dos gols da primeira vitória do Egito em Copas Foto : FRAN SANTIAGO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP / CP


A imagem mais horrível foi a canela pendurada do canadense Koné e a mais bonita o beijo do técnico norueguês na esposa. Apareceu a mãe do Vozinha, só que uma mãezinha foi o Musleira. Goleiro é o Beiranvand, do Irã, autor da maior defesa até aqui. Gols? Bonito, o do Mbappé, feio o do Matheus Cunha e o feito, o do Valencia. Que adianta um bombardeio turco se a mira é equatoriana?

Paciência tem outra torcida em particular. Não importa a geração, a Bélgica é o terror de um bolão. O sorriso é do Yamal e a tristeza é que até a lesão o Rafinha ia bem. Bah, injustiça foi a virada alemã na Costa do Marfim. Na próxima Copa o cara chuta ao invés de dominar.

A pausa da hidratação é um porre, a felicidade é cabo-verdiana e a alegria é sempre africana. A festa é colombiana, o desespero é uruguaio e o cavalo paraguaio largou depois, O Zico está no Egito, o ídolo japonês, no Brasil e o Salah, ídolo egípcio, está de volta.

Até ontem, sozinho com quatro, o Haaland tinha mais gols do que 34 seleções. Eles que remem ou batam tambor. Se o Messi e o Mbappé deixarem os outros amiguinhos brincarem, a Copa segue. Ah, o Cristiano Ronaldo chegou na festa. A gritaria é na Cazé, mas o futuro será que é?