De vinte anos para cá, foram seis eliminações para seleções europeias em Copas: França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Croácia e Noruega. A primeira e a última queda têm um fator em comum, que se fez presente em menor grau no grupo de Dunga x Mundo, em 2010 e na Família Scolari, vol 2, em 2014. O comando do vestiário, não necessariamente na figura do treinador.
2006 foi o último resquício de um grupo que por mais de uma década adonou-se da Seleção Brasileira empoderada por Ricardo Teixeira. Ronaldo, apelidado não à toa de 'Presidente', Cafu, Roberto Carlos e Parreira (pois Zagallo não tinha mais saúde) criaram raízes na Granja Comary a ponto dos interesses da Seleção ficarem acima de tudo. Menos de seus próprios.
É o caso da geração que agora se despede da Amarelinha após perder em 2018, 2022 e 2026. Alisson, Danilo, Casemiro, Marquinhos, Raphinha e por último Vini, entre outros, convenceram Ancelotti a ter Neymar no grupo. O craque sempre foi o maestro da orquestra que ditou a música a ser tocada no vestiário verde e amarelo.
Jamais colocarei em dúvida a hipótese de que ter Neymar por perto era bom para o ambiente e, porque não, para o time. Mas tenho certeza de que achavam ser ainda melhor para eles, e isso sempre importou mais. Se essa geração tivesse aberto mão de disputar a Copa América de 2021 no auge da pandemia teria de fato entrado para a história. Há derrotas muito mais dignas do que algumas vitórias que eles tiveram aos montes. Só que não serão lembradas.
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