"Eu iria para a guerra com eles, e isso me mostra que estamos no caminho certo", disse Erik Lira, meio-campista do México, após a eliminação pela Inglaterra na noite de ontem. Em clima de renovação e foco no futuro, o time celebrou o desempenho na Copa do Mundo.
"Plantamos uma semente de que nos lembraremos lá na frente, e colheremos os frutos. Tenho certeza de que grandes coisas nos aguardam", prevê o atleta de 26 anos.
Pela terceira vez Javier Aguirre comandou o El Tricolor, conduzindo o time em cinco vitórias e a única derrota, por 3 a 2, que os tirou da competição. Embalada pelo som de clássicos nacionais e gritos da torcida empolgada com a nova geração de jogadores, a equipe que prometeu lutar até o fim chegou à fase de mata-mata e venceu um jogo dessa etapa após um jejum de 40 anos, mas sem igualar as quartas de final alcançadas em 1970 e 1986.
A partida que marcou o fim da trajetória da seleção no Mundial deixou marcas. Os esforços do time durante o período foram reconhecidos e a equipe não ficou desamparada, como conta Lira. Segundo ele, o México levou a seleção inglesa ao limite. “Desta vez foi diferente. Eu apostaria minha reputação ao dizer que esta foi uma das três seleções mexicanas com melhor desempenho."
A equipe que chegou a competição desacreditada, sai com a fé restaurada no novo ciclo que se inicia. “Ninguém acreditava em nós”, resume Guillermo Martínez. Contra o Equador, o México rompeu com a barreira que o associava ao fracasso e cada vitória transformava a relação da torcida com a equipe, que agora segue sem Javier Aguirre. "Estes cinco jogos foram inesquecíveis. Despeço-me da seleção; saio com muito orgulho."
Ao deixar o cargo de técnico, Aguirre abre caminho para a renovação que surge dentro de campo, agora sob o comando de Rafael Márquez. "Eu o tive como jogador e, agora, como colega. Ele é mais do que qualificado. É uma pessoa valiosa e um grande treinador, vocês verão. Espero que ele faça um trabalho ainda melhor”, disse.