Milhares de manifestantes bloquearam uma avenida que leva ao Estádio Azteca, na Cidade do México, nesta terça-feira (9), em mais um dia de protestos a apenas 48 horas do início da Copa do Mundo de 2026, segundo observou um jornalista da AFP.
O protesto foi organizado por um grupo dissidente do sindicato de professores, a CNTE, que vem liderando manifestações caóticas na capital mexicana desde a semana passada. Mais cedo, a presidente Claudia Sheinbaum classificou as ações do sindicato como uma "provocação".
Manifestações na capital
Como forma de pressão, o grupo bloqueia ruas diariamente e chegou a derrubar um conjunto de estátuas alusivas à Copa do Mundo no movimentado Paseo de la Reforma, na Cidade do México.
Os professores também instalaram um acampamento a poucas quadras da praça central do Zócalo. Lá ficará o principal "fan fest" da capital.
- México lança campanha contra grito discriminatório nos estádios da Copa
- Conheça os 16 estádios que recebem os 104 jogos da Copa do Mundo de 2026
Copa do Mundo garantida
A presidente mexicana reiterou que a abertura do evento, na quinta-feira, no estádio Azteca, "está garantida".
"Não há problema, a abertura vai acontecer e não vamos cair em nenhuma provocação", afirmou, ao descartar o uso da polícia para reprimir os manifestantes. "A Copa será aproveitada da mesma forma", garantiu.
É a terceira vez que o México organiza uma Copa do Mundo, desta vez em conjunto com Estados Unidos e Canadá. O torneio começa em 11 de junho e terminará em 19 de julho.
O governo afirma que melhorou as condições dos professores e defende o diálogo. A CNTE convocou novas manifestações para quinta-feira, quando o México enfrenta a África do Sul na abertura do torneio.
Familiares de pessoas desaparecidas também planejam sair às ruas nesse dia. "Querem fazer parecer que no México temos uma ebulição social muito grande, e isso não é verdade", insistiu Sheinbaum.
A presidente não comparecerá à abertura no Azteca e agora pôs em dúvida sua presença, inicialmente prevista, no fan fest do Zócalo, onde também fica o Palácio Nacional.
"Vamos ver como se desenvolve o que está acontecendo com os professores", esclareceu sobre sua presença. "Tenho que estar atenta a isso".