As vésperas da Copa do Mundo de 2026, o México enfrenta uma onda de protestos liderada pela Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), um grupo dissidente do sindicato dos professores. As manifestações, concentradas na Cidade do México a poucos dias da abertura do torneio no Estádio Azteca, são motivadas por reivindicações trabalhistas da categoria, que exige aumento salarial e a revogação de uma lei previdenciária, rejeitando o reajuste de 9% que havia sido acordado entre o governo e a liderança oficial do sindicato.
Os professores têm utilizado a visibilidade internacional do Mundial como ferramenta de pressão, invadindo a sede da Secretaria de Educação Pública, quebrando janelas e provocando um pequeno incêndio no lobby do edifício. Além disso, os manifestantes atacaram e derrubaram estátuas temáticas de cinco metros de altura que homenageavam jogadores de seleções participantes — como Bélgica, França e Espanha — instaladas na Avenida de la Reforma, queimando seus uniformes e pichando frases como "Se não houver solução, a bola não rola".
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Diante do cenário, a polícia bloqueou os acessos à praça do Zócalo, local que abrigará a "fan fest" da Copa e onde fica o palácio presidencial. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, condenou o vandalismo e convocou os manifestantes para o diálogo, afirmando que as portas para a negociação seguem abertas. Por sua vez, a CNTE já advertiu que manterá as mobilizações de massa durante a realização dos jogos da Copa do Mundo caso as demandas trabalhistas não sejam integralmente atendidas pelo governo federal.