A eliminação da Croácia para Portugal por 2 a 1, nos 16-avos de final da Copa do Mundo, foi marcada por forte indignação com a arbitragem e o uso do VAR no Toronto Stadium. Na zona mista, o capitão Luka Modric criticou as decisões do árbitro norueguês Espen Eskas, contestou a anulação do gol de empate nos acréscimos, mas evitou cravar a aposentadoria da seleção aos 40 anos.
O meio-campista do Milan questionou o critério do árbitro de vídeo no pênalti marcado a favor dos portugueses.
"Quando introduziram o VAR, eu disse que não gostava. Hoje o usam mal, de forma seletiva ou dependendo do tamanho da seleção. O VAR deveria ser ativado em erros flagrantes, e não em zonas cinzentas. Hoje não foi pênalti", desabafou.
Segundo o jornal Olé, o croata também contestou o gol anulado de Josko Gvardiol no fim, invalidado por um suposto desvio na cabeça de Igor Matanovic que colocaria o defensor em impedimento.
"Vimos as imagens e os vídeos: Matanovic não toca na bola em momento algum. Se não toca, não há impedimento. Isso me incomoda porque decide nosso destino e prejudica o que abrimos mão e lutamos em campo."
Ao analisar o desempenho do elenco, o camisa 10 admitiu uma postura retraída na primeira etapa, mas exaltou a reação croata após o intervalo.
"O segundo tempo foi fenomenal, um dos nossos melhores jogos. Pecamos nas finalizações e poderíamos ter decidido antes, mas depois aconteceram coisas inacreditáveis. Merecíamos muito mais. Podemos nos orgulhar de como representamos a Croácia, especialmente na segunda metade. Essa é a equipe respeitada no mundo todo", avaliou.
Questionado se a quinta Copa do Mundo de sua carreira representava a despedida dos Vatreni, Modric preferiu o mistério. "Não é o momento de falar sobre isso, em breve vocês saberão de tudo", limitou-se a dizer.