Copa do Mundo

ONU pede para EUA “repensar profundamente” sua política migratória durante a Copa do Mundo

Alto comissário de Direitos Humanos destaca a necessidade de Washington reconsiderar medidas de controle que afetam dignidade humana antes do Mundial

Rígida política migratória dos Estados Unidos provoca dificuldades para a Fifa
Rígida política migratória dos Estados Unidos provoca dificuldades para a Fifa Foto : GUILLERMO ARIAS / AFP

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos pediu, nesta quarta-feira (10), para Washington "repensar profundamente" a aplicação de sua política migratória durante a Copa do Mundo de futebol, em um contexto de crescente tensão sobre o tema. "Espero sinceramente que repensem profundamente sobre a forma como as medidas de controle da imigração afetam os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente às vésperas da Copa do Mundo, sejam revistas políticas que, infelizmente, temos visto prevalecer, sobretudo nos Estados Unidos", declarou Volker Türk aos jornalistas.

A política migratória dos Estados Unidos provoca tensões às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026. Um dos casos mais polêmicos foi o do árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos pela polícia de fronteira no sábado passado, quando ele desembarcou em Miami (Flórida).

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Fifa e a questão migratória

A rígida política migratória dos Estados Unidos provoca dificuldades para a Fifa, que em um comunicado enviado à AFP informou que "não intervém nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo os relativos à concessão de vistos".

Outros países também enfrentaram problemas administrativos ao chegar aos Estados Unidos e, segundo o jornal britânico The Guardian, o atacante da seleção do Iraque Aymen Husein permaneceu retido por quase sete horas no sábado no aeroporto de Chicago.