O top 5 do Correio do Povo conta a história de cinco ciganos do futebol. Jogadores que, mesmo nascidos no Brasil, defenderam outras seleções do planeta. A matéria dá continuidade à série que já recordou as melhores defesas, os pernas de pau, os frangos inesquecíveis, as finais mais marcantes, pancadarias memoráveis, as eliminações marcantes da Argentina, os campeões no papel e craques esquecidos.
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5º Wagner Augusto Lopes (Franca/SP, 29 de Janeiro de 1969) - Atacante
Wagner Lopes era o único integrante da seleção japonesa que não possuía olhos puxados no álbum da Copa de 1998. O atacante nascido em Franca, São Paulo se naturalizou japonês após jogar alguns anos no Japão. O paulista iniciou sua carreira como jogador no São Paulo, em 1985 e lá permaneceu por dois anos. A partir daí, partiu para o outro lado do mundo. No Oriente adquiriu notoriedade e ganhou status de jogador selecionável. Rodou por vários times japones e encerrou a carreira no Avispa Fukouka.
Wagner Lopes defendeu a seleção japonesa de 1997 a 1999. Em 1998, na França, tentou ajudar o Japão a brilhar em campos europeus. Não conseguiu. A equipe oriental ficou no mesmo grupo de Argentina e Croácia e não pontuou. Atualmente, Lopes trabalha como técnico e já treinou o Paulista.
4º Luís Airton Barroso Oliveira, (São Luís/MA, 24 de março de 1969) - Atacante
Mais conhecido por Oliveira (ou “Oliverrá”, como dizem os franceses e belgas), iniciou a carreira no Tupan. Em seguida, seguiu para o Anderlecht, da Bélgica, em 1985, e ficou por três temporadas. As boas atuações o transformaram em ídolo. O jogador gostou e se naturalizou. A partir daí, Oliveira cresceu e começou a desfilar seu futebol na Itália. Seu primeiro clube foi o Cagliari, que serviu de ponte para chegar até a Fiorentina. No segundo clube italiano, atuou ao lado argentino Batistuta e de Edmundo.
Na seleção belga, atuou em 31 jogos e marcou sete gols. Em 1998, foi chamado para a Copa da França. Infelizmente, o talento do jogador não foi suficiente para ajudar o time. A seleção ficou na primeira fase, com apenas três pontos. Atualmente, com 41 anos, ele defende o Muravera, na Itália.
3º Alessandro dos Santos, (Maringá/PR, 20 de julho de 1977) – Meia
Mais um brasileiro na seleção japonesa. Dessa vez é o meia-esquerda Alessandro Santos, mais conhecido como Alex Santos. Nascido no Paraná, ele se mudou para o Japão em 1994. Três anos depois começou a sua vida no futebol no Shimizu S-Pulse, onde atuou em 198 jogos. Em 1999, foi eleito o melhor jogador jogador do ano na J-League, o campeonato Brasileiro do Japão. A cidadania japonesa veio em 2001.
Com o destaque, o ingresso na seleção japonesa não demorou muito. Em 2002, estreou contra a Ucrânia e continuou frequentando convocações até 2006. Disputou duas Copas do Mundo: em 2002, Japão e Coréia do Sul, e em 2006, na Alemanha. Chegou a ser comandado por Zico, quando o ex-craque assumiu a seleção do país. O técnico foi responsável por colocá-lo na meia-esquerda, posição que lhe deu destaque. De 2006 a 2007, teve uma rápida passagem pelo austríaco Red Bull Salzburg. Atualmente, está no Nagoya Grampus do Japão.
2º Deco – Anderson Luís de Souza (São Bernardo do Campo/SP – 27 de agosto de 1977) - Meia
O meia Deco, do Chelsea, da Inglaterra, que disputará a Copa do Mundo da África do Sul por Portugal é brasileiro naturalizado português. Iniciou sua vida no futebol no CSA de Alagoas, onde foi campeão alagoano no mesmo time de Adriano Gabiru. Transferiu-se para o Corinthians, onde brilhou e logo depois foi saiu para o Benfica.
Foi dispensado, mas brilhou pelo Porto. A estreia na seleção de Portugal aconteceu em 29 de março de 2003 diante do Brasil. O camisa20 da Seleção foi considerado o melhor jogador europeu do ano, pela Uefa, em 2004. No mesmo ano, ficou em terceiro lugar no Prêmio de Jogador do Ano da Fifa, e em segundo na Bola de Ouro, da France Football.
Integrou a seleção portuguesa vice-campeã da Europa em 2004 e ficou em quarto na Copa de 2006.Deco anunciou que deixará de jogar pela selecção portuguesa após o Mundial de 2010. Pela seleção portuguesa, atuou em 72 oportunidades e marcou cinco vezes.
1º José Altafini “Mazzola“ - (Piracicaba 24 de junho de 1938) - Atacante
Altafini começou a carreira no Palmeiras (85 gols em 114 partidas) até ser convocado para a Seleção Brasileira, pela qual disputou os dois primeiros jogos da Copa de 1958. Depois acabou dando lugar ao estreante Pelé. Atuou pela Seleção 8 vezes e marcou quatro gols.
Depois da Copa, foi morar na Itália, onde começou a defender o Milan (ainda em 1958). Altafini é também cidadão italiano, tendo jogado pela Squadra Azzurra, em 1962. A estreia aconteceu contra Israel, em 15 de outubro de 1961, quando marcou um gol. Foi convocado para defender a Itália no Chile, em 1962. Foi titular nas duas primeiras partidas contra a Alemanha Ocidental (empate em 0 a 0), e contra o Chile, derrota por 2 a 0, em um dos mais tumultuados jogos das Copas do Mundo. Na vitória contra a Suíça, por 3 a 0, os italianos jogaram com o time reserva - logo, Altafini ficou de fora.
A Itália foi eliminada da primeira fase do Mundial. No total foram 5 gols marcados em 6 partidas pela Seleção Italiana. Devido à sua semelhança física com o centroavante Valentino Mazzola, do Torino, seu apelido ganhou outro “z” e o jogador ficou internacionalmente conhecido como Mazzola. Hoje, é comentarista de rádio e TV na Itália, onde fixou residência. Encerrou sua carreira no futebol suíço.
Os brasileiros dos outros
Correio do Povo relembra jogadores que nasceram aqui, mas brilharam em Mundiais por outros países