A eliminação da França na semifinal da Copa do Mundo deflagrou um racha no vestiário e expôs divergências sobre as decisões de Didier Deschamps. Segundo o jornal francês L'Équipe, o conservadorismo do treinador — que nos últimos 30 minutos fez apenas trocas protocolares (Barcola por Doué, Olise por Cherki e Digne por Hernandez) sem mudar a postura tática — virou alvo de contestação interna.
Minutos após o 2 a 0 para a Espanha, Kylian Mbappé questionou o meio-campo descompassado e as falhas de cobertura. Já Ousmane Dembélé, detentor da Bola de Ouro, criticou a falta de agressividade na marcação e cobrou o elenco asperamente no intervalo.
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O racha no vestiário se aprofundou com as decisões sobre os nomes do setor. Conforme apurou o L'Équipe, parte do grupo não entendeu a saída de Adrien Rabiot no intervalo. Mesmo amarelado e sob risco de expulsão, o milanista vinha sendo o atleta mais incisivo contra o domínio espanhol.
Além disso, jogadores questionaram as condições físicas de Aurélien Tchouaméni, que apressou o retorno após lesão muscular sofrida antes das oitavas contra o Paraguai. Enquanto o volante do Real Madrid virou alvo de críticas nos bastidores, o reserva Manu Koné contava com forte apoio do elenco para ter começado a partida como titular.