Quem assistiu à fala do treinador da Argentina, Lionel Scaloni, após a conquista da Copa do Mundo de 2022, viu o homem se entregar às lágrimas, emocionado com o título. Em entrevista ao jornal Olé, o técnico revelou que as lágrimas não são uma presença incomum em seus discursos motivacionais e falas à seleção Albiceleste.
“Sou de lágrima fácil, é verdade. Sou bastante emocional”, confessou Scaloni. “Teve uma série de falas que não consegui terminar porque me faltava alma para seguir. No final, o que sempre dizemos aos jogadores é que somos mais um deles, não nos diferenciamos.”
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Compromisso com a autenticidade
O treinador argentino não vê as lágrimas como um defeito, muito pelo contrário. Considera-as uma parte de sua essência. “A maioria se emocionaria, porque estamos em uma situação muito privilegiada. E poder dizer a eles que vão jogar uma partida com a qual sonharam a vida inteira, como você não vai se emocionar com isso?”
Para Scaloni, a maneira pela qual a comissão técnica argentina conduz a seleção é “sendo eles mesmos”, e ser honestos com seus sentimentos diante da equipe faz parte disso. “Por mais que venha alguém e te diga: "Você tem que fazer deste jeito, respire assim ou assado…". É impossível. Deixaria de ser natural.”
A seleção da Argentina já está em Kansas City, nos Estados Unidos, se preparando para a estreia no Mundial contra a Argélia, no dia 16. Antes do início da competição, a Albiceleste ainda fará um amistoso contra Honduras no sábado (dia 6).