A expectativa era alta para a partida entre Brasil e Noruega, pelas Oitavas de Final da Copa do Mundo. Embora cautelosos, os torcedores brasileiros espalhados pelos bares de Porto Alegre. Os perfis se dividiram naqueles que não arriscaram um palpite para o placar, mas em caso de vitória, acreditavam no hexa e os torcedores que acreditaram, até o fim na prorrogação com vitória do Brasil em um placar apertado. Desacreditada, a torcida assistiu a desclassificação brasileira sob tensão e consternada.
Após o susto com gol anulado já aos cinco minutos de jogo, a torcida tentava carregar a Seleção, comemorando a posse de bola brasileira sempre que avançava para a linha de ataque. Ainda no primeiro tempo, a primeira decepção aconteceu depois que Bruno Guimarães perdeu a chance de ouro de marcar em um pênalti. “Inacreditável”, gritou o torcedor com as mãos na cabeça, enquanto administrava a carne que assava em frente aos bares na Rua Joaquim Nabuco, na Cidade Baixa.
Com um primeiro tempo de algumas oportunidades perdidas, os torcedores criaram a esperança de que a Seleção Brasileira brilhasse na segunda metade do jogo, esperança que não foi confirmada apesar da entrada de Endrick e Neymar, fortemente ovacionados ao entrar em campo.
A torcida brasileira chegou a acreditar na classificação no primeiro lance de Endrick na área. Ao perder a chance de gol, a esperança mudou para indignação do torcedor, já nervoso.
Nem mesmo o primeiro gol da Noruega calou a esperança do mar verde e amarelo que tomava a rua Coronel Fernando Machado, no Centro Histórico. Já aos 37 minutos do segundo tempo o torcedor cantava em uníssono “eu acredito!”, quando poucos minutos depois foi tomada pelo silêncio, reagindo ao segundo gol do atacante Erling Haaland, que aniquilou o sonho do hexa.
Já nos acréscimos, quando Neymar marcou de pênalti, a torcida comemorou com uma faísca de esperança, mas o sonho do hexa foi adiado para 2030. Entre xingamentos e choros, a maioria do torcedor brasileiro irá deixar de acompanhar o torneio enquanto os que seguem assíduos, não sabem bem para quem vão torcer.