Copa do Mundo

Veja como foi o caminho da Espanha até a final da Copa

Atual campeã europeia, a Roja busca o bicampeonato

A Espanha chegou à final muito mais pelo esforço coletivo do que por um destaque individual
A Espanha chegou à final muito mais pelo esforço coletivo do que por um destaque individual Foto : Frederic J. Brown / AFP / CP

Em 2010, a Espanha entrou para um grupo seleto de oito países que podem se intitular campeões do mundo. Dezesseis anos depois, os jovens que se emocionaram com o primeiro título de seu país vestem a camisa da seleção e são os atuais campeões europeus. No domingo, eles tentarão conquistar o bicampeonato e, quem sabe, inspirar uma nova geração de craques.

O caminho até a final foi cheio de altos e baixos. Os espanhóis fizeram uma fase de grupos pouco inspirada e passaram por alguns jogos apertados, mas resistiram graças a uma defesa quase perfeita. A Espanha soma seis vitórias e um empate, com 13 gols marcados e apenas um sofrido. Relembre a jornada da Roja até a final da Copa do Mundo de 2026:

Barrados por Vozinha

Dizer que a estreia da seleção espanhola na Copa foi decepcionante seria um eufemismo. Uma das grandes favoritas antes da bola rolar, a Espanha foi frustrada pelo goleiro Vozinha e pela retranca de Cabo Verde. Os Tubarões Azuis logo se provaram uma das grandes surpresas da Copa, mas o empate sem gols na estreia foi o suficiente para colocar pressão no elenco da Roja.

O goleiro Vozinha roubou a cena no empate contra a Espanha | Foto: Roberto SCHMIDT / AFP / CP

Goleada sobre a Arábia Saudita

Contra os Falcões Verdes, a Espanha orquestrou uma goleada mais do que necessária para apagar as dúvidas que rodeavam a Roja depois do empate na estreia. Lamine Yamal abriu o placar, Oyarzabal ampliou com mais dois e um gol contra da Arábia Saudita completou o 4 a 0.

Oyarzabal marcou duas vezes na goleada sobre a Arábia Saudita | Foto: Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP / CP

Com uma pitada de sorte

A Espanha teve dificuldades para fechar a fase de grupos contra um Uruguai que também não correspondeu às expectativas. No final do primeiro tempo, o goleiro Fernando Muslera vacilou e concedeu o único gol da partida para Alex Baena pouco antes do intervalo. O placar não mudou no segundo tempo, mas foi o suficiente para confirmar a Espanha como campeã do Grupo H.

A vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai garantiu o primeiro lugar do grupo para a Roja | Foto: ESTRELLA / AFP / CP

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Desencantou

Pela primeira vez, desde que levantou a taça em 2010, a Espanha venceu uma partida de mata-mata na Copa do Mundo. O 3 a 0 contra a Áustria, com dois gols de Oyarzabal e um de Pedro Porro, foi um respiro de confiança para deixar para trás a campanha da fase de grupos, mas também a dos três Mundiais anteriores.

A Espanha não ganhava uma partida de mata-mata em Copa do Mundo desde o título de 2010 | Foto: Patrick T. Fallon / AFP / CP

No sufoco

No duelo ibérico, a tensão durou até os acréscimos. No último jogo de Cristiano Ronaldo em Copas do Mundo, as duas equipes criaram boas oportunidades e agraciaram os torcedores com belas jogadas, mas não conseguiam balançar as redes. O grito de alívio veio de Mikel Merino, que entrou aos 40 minutos do segundo tempo e marcou o gol da vitória seis minutos depois.

Partida marcou despedida de Cristiano Ronaldo da Copa do Mundo | Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP / CP

Vazou, mas passou

A disputa de quartas de final contra a Bélgica encerrou uma sequência recorde de seis partidas consecutivas sem sofrer gols na Copa do Mundo para Unai Simón, que ficou 650 minutos sem ser vazado. O fim da série recorde, porém, não foi o fim da campanha espanhola, que venceu os Diabos Vermelhos por 2 a 1, com gols de Fabián Ruiz e de Mikel Merino, que decidiu mais uma vez depois de começar no banco.

Vindo do banco, Mikel Merino marcou o gol da vitória | Foto: Carl Recine / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP / CP

O melhor do futebol espanhol

A vitória por 2 a 0 sobre a França na semifinal foi a melhor partida da Espanha nesta Copa. Contra a equipe que era considerada a melhor da Copa do Mundo, a Roja deu uma aula de futebol, com uma defesa impecável e um ataque que atormentou a defesa adversária do início ao fim. Oyarzabal e Pedro Porro chegaram ao gol, mas o sucesso foi absolutamente coletivo.

Pedro Porro marcou o segundo na vitória sobre a França e garantiu a classificação | Foto: Paul ELLIS / AFP / CP