Esportes

Dinamarca pede ao COI que Groenlândia e Ilhas Faroé possam competir com suas bandeiras

Parlamento dinamarquês destaca forte identidade esportiva dos territórios autônomos e busca apoio para participação olímpica independente

Em carta dirigida ao COI, Parlamento dinamarquês informou estar ciente de que, desde 1996, a entidade olímpica limita a admissão de novos membros a territórios reconhecidos como Estados independentes pela comunidade internacional
Em carta dirigida ao COI, Parlamento dinamarquês informou estar ciente de que, desde 1996, a entidade olímpica limita a admissão de novos membros a territórios reconhecidos como Estados independentes pela comunidade internacional Foto : Fabrice Coffrini / AFP / CP

O Parlamento dinamarquês anunciou nesta terça-feira (30) que solicitou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que autorize os atletas de seus territórios autônomos, a Groenlândia e as Ilhas Faroé, a competir sob suas próprias bandeiras nos Jogos Olímpicos.

"São países dotados de uma identidade esportiva forte e independente", declara em comunicado o presidente da instância, Søren Gade. A presidência do Parlamento dinamarquês deseja apoiar uma causa que tem grande importância para os atletas das Ilhas Faroé e da Groenlândia.

Eles sonham em competir no mais importante palco internacional sob sua própria bandeira.

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Reconhecimento internacional

O texto recorda que os dois territórios já são membros de várias federações esportivas internacionais, especialmente da Federação Internacional de Handebol.

No caso das Ilhas Faroé, é membro, a título individual, da Uefa e da Fifa.

Argumento por exceção

Em carta dirigida ao COI em 18 de junho, o Parlamento dinamarquês informou estar ciente de que, desde 1996, a entidade olímpica limita a admissão de novos membros a territórios reconhecidos como Estados independentes pela comunidade internacional.

"Mas, da mesma forma, convém destacar que continuam existindo exceções a esta prática, já que vários territórios - como Aruba, Bermudas ou Porto Rico - participam sob sua própria bandeira em virtude de um reconhecimento concedido antes da adoção dessa política em 1996", destacou.

Para defender seu solicitação, o Parlamento dinamarquês ressalta que as Ilhas Faroé já haviam apresentado um pedido de adesão em 1983, antes de o regulamento ser modificado em 1996.