• Matéria do New York Times alerta para sujeira da Baía de Guanabara
Enquanto aguarda uma resolução sobre o problema, o diretor de esportes do Comitê Organizador, Rodrigo Garcia, vê um aspecto positivo. “O lixo tem dois lados. É ruim, mas também ajuda os atletas a ver onde está a corrente. Tem atleta que já está treinando no Rio há um ano, e eles dizem que melhorou muito de um ano para cá”, argumenta. Velejadoras designadas pela organização para falar do assunto também demonstram otimismo. “Atrapalha mesmo, mas esta tem sido uma semana de esperança. A água ficou mais limpa”, conta Renata Decnop.
Na semana anterior à competição, muitos atletas haviam reclamado muito do lixo no local. O bicampeão olímpico Torben Grael, atual chefe da equipe brasileira, chegou a afirmar que os resíduos podem interferir no resultado das regatas olímpicas. Sacos de lixo, restos de móveis e até um cachorro morto se tornaram obstáculos.
Para tentar contornar o problema, a organização usa como solução pontual um ecoboat, embarcação que recolhe os objetos na área de competição. A longo prazo, espera a conclusão da obra de despoluição da baía, de responsabilidade do governo estadual. A meta é ter 80% do esgoto tratado até 2016. No momento, são pouco mais de 40%. Quando o Rio foi nomeado, em 2009, eram cerca de 18%.