Esportes

Estádio do Inter de Santa Maria corre risco de ser interditado

Corpo de Bombeiros exigiu colocação de gerador no Presidente Vargas

Em decorrência do incêndio na boate Kiss, que provocou a morte de 241 pessoas, os estádios de futebol da região de Santa Maria também estão na mira do Corpo de Bombeiros. Após a interdição do Eucaliptos, casa do Riograndense, o Presidente Vargas, que pertenceu ao Inter-SM, corre o risco de seguir o mesmo caminho. O local deve passar por vistoria na tarde desta terça-feira. 

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros marcou a vistoria para esta quarta-feira, mas a diretoria do Inter-SM deseja que a inspeção ocorra ainda hoje porque o clube tem jogo marcado para o próximo domingo, diante do Brasil de Farroupilha. O medo dos dirigentes é de que não haja tempo hábil para cumprir as determinações da Corporação em caso de uma eventual interdição. 

De acordo com resolução de outubro do ano passado, um dos itens necessário é o estádio possuir um gerador de energia elétrica – que custa em torno de R$ 250 mil. "O clube não tem condições de aquirir esse equipamento", resumiu o presidente do Inter-SM, Luiz Claudio Melo.  

Segundo Melo, a resolução é destinada a cidades que sediarão a Copa do Mundo. O dirigente confirmou que, em conjunto com a diretoria do Riograndense, solicitou à Federação Gaúcha de Futebol (FGF) a interrupção do campeonato da Divisão de Acesso até que exista um acordo com o Corpo de Bombeiros. Os estádios do União Frederiquense, de Frederico Westphalen, e do Riopardense, de Rio Pardo, também foram interditados nessa segunda-feira.

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