Curiosos e entusiastas da tradição japonesa vão se reunir neste domingo em Esteio para o 64º Campeonato Gaúcho de Sumô. O evento ocorre no Ginásio Municipal Edgar Piccioni (Rua 24 de Agosto, 3.079), a partir das 9h, com entrada gratuita.
Uma tradição de quase três mil anos, o sumô chegou ao Brasil com a imigração japonesa, no início do Século XX. Apesar de atrair curiosos, principalmente com a ascensão da cultura asiática em nível global nos últimos anos, o esporte se mantém vivo pela tradição.
“Vai passando de pai para filho, esse é um dos motivos pelo qual o campeonato gaúcho ainda existe”, explica Adiecson Bobsin, bicampeão brasileiro de sumô. “Ele tem até um peso na formação da seleção gaúcha, mas é muito mais um ambiente familiar do que pensando em competição.”
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Para quem não está familiarizado com o esporte, o sumô costuma ser lembrado como um esporte de homens muito pesados, que lutam quase despidos. No entanto, Adiecson reitera que o esporte é mais inclusivo do que muitos acreditam.
“O sumô é um esporte de inclusão. Se o atleta tiver 70 kg, ele pode lutar tanto quanto o de 150 kg, mas obviamente eles não vão se enfrentar, porque tem as subdivisões por categoria”, destaca o lutador. “O sumô profissional é só o do Japão e esse sim só permite homens, mas no amador existe também o sumô feminino, com uma ideia até de futuramente o sumô se tornar olímpico.”
Neste domingo, a competição contará com 31 lutadores divididos nas categorias Mirim, Infantil, Juvenil e Adulto.