Fabiana Claudino, central do Sesi-SP e capitã da Seleção Brasileira de Vôlei, disse, à rádio Bandnewsfm, que não alimenta ódio do homem que a insultou da arquibancada durante a partida contra o Camponesa/Minas, pela Superliga, em Belo Horizonte, na terça-feira.
A jogadora relatou nas redes sociais que o torcedor a chamou de “macaca” durante a partida em que seu time perdeu por 3 sets a 1, em jogo válido pela quarta rodada do segundo turno."Não tenho ódio de pessoas assim. Tenho dó dele. Dó da família. Ele é uma pessoa sem amor no coração."
Segundo Fabiana, o Minas está dando apoio para que ela decida o que deve ser feito. A jogadora ainda não sabe se vai processar o torcedor. De acordo com Fabiana, ele foi levado para a delegacia após ser denunciado a seguranças do clube por amigos e parentes da jogadora que estavam assistindo ao jogo."Meus pais viram o homem me xingar. Meus amigos chamaram a segurança. Eu percebi que havia algum tumulto na arquibancada , mas só soube do que se tratava mais tarde, quando meus pais me contaram. Todo mundo que tem filho deveria parar e refletir sobre esse assunto. Quando se trata de mexer com filho, ninguém quer sentir na pele", declarou.
A jogadora se mostrou incrédula com a situação e lamentou ter que passar por esse tipo de discriminação. "É triste. Nunca pensei que um dia eu pudesse dar uma entrevista sobre esse assunto", disse.
Fabiana afirma sentir dó de homem que a insultou com ofensas racistas
Jogadora da Seleção Feminina de Vôlei disse nunca ter pensado em passar por situação na vida