O Brasil chegou ao individual geral do Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã, com duas representantes. Flávia Saraiva, principal motor da seleção na disputa por equipes e 12ª melhor na classificatória, manteve a mesma colocação na final. Lorrane Oliveira, 22ª da classificatória, fez boas apresentações nos primeiros aparelhos, mas também teve problemas na trave e terminou na 21ª colocação. A estadunidense Skye Blakely ficou com o ouro, a russa Liudmila Roschina com a prata e a chinesa Qinqin Ke.
A pontuação final de Flavinha foi prejudicada por uma queda na trave, aparelho que é sua especialidade. Com a queda, a apresentação que rendeu uma nota de 14.400 na classificatória, resultou em 13.233 pontos na final. A ginasta teve melhorias no solo e no salto, mas não o suficiente para compensar a queda. Ela terminou a competição com 52.799 pontos.
“Voltei a fazer o individual geral neste ano, da metade do ano para cá. Não tem sido fácil. Obviamente não foi a competição que eu queria fazer aqui hoje, não só pela queda na trave, mas porque eu sei que posso melhorar muito também nos outros aparelhos”, disse Flávia à Sportv.
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Lorrane cresceu no salto e vinha fazendo apresentações consistentes com sua pontuação nas classificatórias, mas teve duas quedas na trave, o que prejudicou muito a sua pontuação. “Estou muito orgulhosa de mim, porque só estou competindo nos quatro aparelhos há um ano, e pro nível do Mundial é pouco tempo. Estou decepcionada com a trave, mas faz parte”, disse a atleta.
No final de semana, o Brasil disputa duas finais por aparelhos. Rebeca Andrade tenta o tricampeonato no salto e Flavinha está entre as favoritas na trave. “Estou tentando fazer séries cada vez mais difíceis, porque essa final está cada vez mais disputada. O objetivo é fazer o maior número de ligações possíveis e acertar. Não quero só estar na final, quero disputar medalha”, afirmou Flávia.