Em 2005, Kleber Mendonça Filho já tinha nove curta-metragens no currículo como diretor, mas ainda não era tão conhecido do grande público, algo que mudaria poucos anos depois. O cineasta, que viria a assinar obras consagradas como “O Som ao Redor” (2012), “Aquarius” (2016) e “Bacurau” (2019), na época já tinha uma relação muito próxima do Náutico. Pernambucano, sempre fez questão de acompanhar o time do coração. Portanto, sabia que aquele 26 de novembro de 2005 poderia ser um dia muito especial. Poderia ser o dia em que o Timbu voltaria à primeira divisão do futebol brasileiro. Poderia, mas não foi.
Confira o especial completo sobre os 20 anos da Batalha dos Aflitos
De passagem por Porto Alegre no início de novembro dentro da programação do Frapa para divulgar “O Agente Secreto”, filme que pode levar o Brasil mais uma vez ao Oscar, o diretor não se furtou de responder quando questionado sobre um dos jogos mais famosos da história do Náutico.
"Aquele foi o nosso 7 a 1. Tudo que poderia dar errado naquele dia deu”, lembra. Kleber não estava nos Aflitos naquele dia, mas acompanhava ao vivo de longe o duelo com o Grêmio, que acabou com uma dramática vitória tricolor. Apesar da tristeza no momento, o diretor acredita que a partida foi importante para a torcida abraçar o clube e ajudar a reerguer o Náutico na sequência.
De mais a mais, Kleber lembra que houve outra derrota muito mais doída: a eliminação da Seleção Brasileira na Copa de 1982, quando o Brasil perdeu para a Itália. “Foi ali que eu descobri que meu coração podia se partir”, revela.