Se nos tempos de Vanderlei Luxemburgo, Barcos tinha a orientação para sair mais da área e armar jogadas para os companheiros e com Renato Portaluppi exercia também funções de marcação, com Enderson Moreira o centroavante vem atuando como a referência da equipe. Em todos os esquemas utilizados até aqui - do 4-2-3-1 do começo do ano ao 4-1-4-1 consolidado após a lesão de Zé Roberto -, a presença do argentino tem sido como a referência da equipe e está sempre próximo do gol adversário.
Mesmo com os bons números faltava algo para Barcos. Artilheiro do Gauchão e autor de gols nos dois clássicos Gre-Nais da temporada, o argentino ainda não havia marcado na Libertadores. E o tento na competição sul-americana veio na vitória de 2 a 0 sobre o Atlético Nacional na Colômbia, que, segundo o argentino, foi uma espécie de dívida paga com a torcida.
“O gol foi importante porque o torcedor estava cobrando, eu não estava me conformando. Tinha esta dívida comigo mesmo e com o torcedor, que cobra muito e falava que eu só marcava gol no Gauchão. Mas agora estou um pouco mais tranquilo e espero que na fase decisiva da Libertadores possa voltar a marcar mais gols que serão importantes para o Grêmio", declarou camisa 9.
Barcos tem sido importante para o Grêmio não apenas pelos gols. É o capitão e líder do grupo. Titular do time nas últimas partidas devido à lesão de Zé Roberto, Dudu ressalta que jogar ao lado de Barcos tem sido um facilitador para os homens de frente gremistas. “Pelo pouco tempo que estou aqui, já vi que ele é um cara que trabalha e é de grupo. Ajuda bastante todo mundo ali na frente, conversa bastante. Ficamos muito felizes com esse momento dele. O torcedor está feliz com os gols dele a gente também. Espero que ele siga assim, fazendo gols, que vai ser muito bom para o nosso grupo”, afirmou o camisa 7 tricolor.