Bolzan critica falta de diálogo com os clubes para redação da MP
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Bolzan critica falta de diálogo com os clubes para redação da MP

Presidente do Grêmio citou que novas regras não interferem em nada no clube, em razão dos contratos já vigentes

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Correio do Povo

A MP publicada nesta quinta-feita, 18, altera trechos da Lei Pelé (Lei 9.615/1998) e do Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei 10.671/2003)


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De acordo com o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, as alterações feitas na Medida Provisória 984/2020, editadas pelo presidente Jair Bolsonaro, não mudam nada no clube até 2024, pois já existem contratos vigentes. No entanto o mandatário tricolor lamentou a forma "solitária" com que os termos da proposta foram elaborados. 

"Em um primeiro momento, não nos afeta em absolutamente nada. Para mim, o principal não está nas questões jurídicas ou mérito da MP, para mim, o mais importante foi a falta de uma consulta prévia, de um ajuste, de um encaminhamento, para que fosse possível um debate amplo entre todos os envolvidos", salientou, em entrevista à Rádio Guaíba, nesta sexta-feira. 

Para Bolzan, os clubes foram colocados em um atrito entre o Governo Federal e a Globo, detentora dos direitos de transmissão, e que, neste momento, "era tudo que os clubes não precisavam" deixando os "divididos mais uma vez".

"A matéria tem mérito, mas a forma como foi encaminhada, um só clube, debate por um governo inteiro, sem se criar a condição de diálogo, sem consultar os demais está equivocada", avaliou. "Só existe um caminho para esta MP, não ser aceita pelo Congresso, pois não tem caráter de urgência. Devolver para o governo e estabelecer uma conversa sobre o tema", sugeriu. "Em um momento que estamos com 70% dos contatos televisivos suspensos, temos de reagir, os clubes precisam debater para não serem escolhidos pelo debate."

"Imaturidade política"

Sobre a manifestação do presidente Jair Bolsonaro, de que estaria "democratizando o futebol", feita em seu Twitter na tarde desta sexta-feira, Romildo Bolzan defendeu que se de fato fosse isso, todos os clubes deveriam ser ouvidos e voltou a lamentar a maneira "equivocada" com que tudo foi feito.


"Um ato pequeno para um enorme problema, uma enorme consequência, que poderá ser positiva ou negativa, mas a maneira como foi feito, despropositado, sem conteúdo, demonstrou  uma imaturidade política, de quem pede e de quem aceita", finalizou. Segundo Bolzan, Grêmio e Inter estão alinhados e não estão de acordo com a medida, pois ela "fere o debate coletivo", afirmou.