Conforme o relato de um policial, antes de ingressar na sala em que prestará depoimento, Patrícia sentou em um banco e chorou compulsivamente. Do lado de fora da delegacia, na avenida Benjamin Constant, um grupo denominado União de Negros pela Igualdade estendeu uma faixa na frente da unidade com a seguinte frase: "Rebele-se contra o racismo".
O Grupamento de Operações Especiais destacou duas viaturas para realizar a segurança da torcedora, que na semana passada teve a casa apedrejada em Porto Alegre. Uma carro da equipe volante da Polícia Civil foi usado para circular pelas redondezas para verificar qualquer movimentação estranha.
Nessa quarta-feira, o torcedor Eder Braga e um dos líderes da Geral do Grêmio, Rodrigo Rysdyk, prestaram depoimento na Polícia Civil. Ambos negaram ofensas racistas a Aranha. Depois das explicações de Braga, o delegado Herbert Ferreira decidiu intimar Juliano Franckzak, conhecido como "Gaúcho da Geral". Ele também deve depor sobre o episódio de injúria racial ocorrido na Arena.
Grupo protestou com faixa em frente à delegacia, na Zona Norte de Porto Alegre / Foto: Ricardo Giusti