O lance-chave do Gre-Nal desse domingo parece que continua passadas 24 horas. Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, o lateral Edilson, que acertou pelo menos três socos no volante colorado Rodrigo Dourado, concedeu entrevista coletiva, na qual ele rechaçou pedir desculpas ao jogador do Inter, ainda que tenha admitido o erro. Ele, contudo, ressaltou: “Foi revide”. Na súmula, o juiz também citou que o atleta colorado teria revidado.
Edilson não chegou a dizer que levou um soco, mas que foi atingido e, por isso, acabou se exaltando. “O braço dele pegou no meu nariz, comecei a sangrar e revidei”, relatou o jogador gremista, que limitou seus pedidos de desculpas: “Errei e já pedi desculpas para os meus companheiros, já pedi desculpas para o Renato e peço para a torcida, que fez uma festa maravilhosa”, afirmou.
Questionado a seguir se ele pretendia se retratar com Dourado, Edilson descartou a possibilidade. “A respeito do Dourado, não sou amigo dele, então sei lá. Deixa para lá.”
Edilson afirmou que conversou com o árbitro Francisco Carlos do Nascimento e reconheceu que errou e que merecia ser expulso. Mas que também cobrou a expulsão do volante colorado: “Eu falei muito sereno: 'Professor, você está certo, mas eu não agredi do nada'. Minha camisa estava sangrando. Por isso ele foi expulsar o Dourado”, afirmou.
O lateral gremista ainda contou que os jogadores se confundem com a arbitragem brasileira: “A gente fica sem entender os critérios. Uns deixam o jogo correr, outros não”, afirmou ele, sem deixar de criticar os jogadores: “Por mais que os árbitros errem hoje em dia, a gente vê muita cena dos jogadores, até mesmo cavando falta. Isso atrapalha a arbitragem”, opinou.
O jogador salientou que em Gre-Nal os “nervos estavam à flor da pele”, mas que vai cuidar para não voltar a brigar novamente. Mesmo reconhecendo que tenha cometido alguns erros por conta de disciplina, Edilson concluiu: “Não me considero um jogador violento”.
Edilson rechaça pedir desculpas a Dourado e afirma: “Foi revide”
Lateral do Grêmio admitiu erro em agressão, mas restringe desculpas a companheiros, técnico e torcida