A gestora Reag, que nesta quinta-feira foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central, comprou parte da dívida da Arena do Grêmio em 2024.
A empresa adquiriu 2/3 da dívida junto ao banco Santander por R$ 40 milhões. O crédito, porém, foi repassado para uma segunda companhia, a Reeve. Em 2025, o empresário Marcelo Marques pouco o dobro do valor por essa dívida.
Não é a primeira vez que a Reag aparece no noticiário. No ano passado, a empresa foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal em investigação que apurou o papel de fundos de investimento e tecnologia financeira na lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio para o Primeiro Comando da Capital (PCC). À época, a Reag negou qualquer vínculo com o crime organizado e disse que colaborou com as investigações da operação Carbono Oculto.
Nova operação e a Reag nos holofotes
Nessa quarta, a Polícia Federal lançou a segunda fase da operação Compliance Zero, apurando o esquema bilionário de fraudes financeiras por meio de fundos da Reag. A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master.
Na primeira fase da operação, Vorcaro chegou a ser preso um dia antes de o Master ser liquidado. Desde então, foi solto. Na noite de ontem, Galípolo teve uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Não há informações detalhadas sobre a pauta.