Política

PF faz buscas em endereços ligados a dono do Banco Master e cumpre mandados no RS

Nova ofensiva foi autorizada pelo ministro do STF Dias Toffoli

Polícia Federal faz buscas em endereços ligados da Daniel Vorcaro
Polícia Federal faz buscas em endereços ligados da Daniel Vorcaro Foto : Divulgação/Banco Master

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 14, a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitas envolvendo o banco Master. Um dos alvos de busca e apreensão, pela segunda vez, é o banqueiro Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

A PF cumpre 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Os investigadores solicitaram medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Além de Vorcaro, a operação também realiza buscas contra a irmã dele, seu cunhado e um primo, todos suspeitos de envolvimento em operações financeiras fraudulentas do banco.

Essa ação busca aprofundar as suspeitas de irregularidades colhidas na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro, que havia resultado na prisão do banqueiro.

O foco dessa nova fase é aprofundar as suspeitas de gestão fraudulenta do banco Master.

A operação tem como base as provas colhidas na primeira fase, que apurou suspeitas de irregularidades na operação de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB). A partir dessas provas colhidas e de novas informações recebidas pelos investigadores, a PF deflagrou essa segunda fase.

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Retirada de recurso

O Banco Central retirou nessa terça o recurso apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a decisão monocrática do ministro Jhonatan de Jesus, que ordenou uma inspeção na autoridade monetária sobre a liquidação do Banco Master. O Banco Central havia solicitado uma decisão colegiada do TCU sobre a medida.

A decisão ocorreu depois de reunião entre o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e diretores da autarquia, e o presidente da Corte de Contas, Vital do Rêgo Filho, e o ministro relator do caso na segunda, 12. Na reunião, houve acordo por uma diligência rápida no BC, feita pelo corpo técnico do TCU, unidade conhecida como "audibancos", e não mais pelo gabinete de Jhonatan de Jesus.

A inspeção deve durar menos de um mês, segundo Vital. Com o recuo do BC sobre o recurso, volta a valer a decisão de Jhonatan de Jesus, que autorizou o procedimento. Com isso, conforme apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), as diligências relacionadas à inspeção devem começar já nesta terça-feira.

O encontro da segunda-feira foi marcado na semana passada, em meio ao desgaste entre BC e TCU por causa da investigação. O recurso foi interposto depois de o ministro relator autorizar a inspeção na autarquia. Na peça, a autoridade monetária argumentava que o procedimento não poderia ser determinado em decisão monocrática do ministro e defendia que a ação dependeria da chancela do colegiado da Corte de Contas.