Vieira afirmou que o Grêmio é reincidente para a Conmebol. No ano passado, a avalanche, que resultou na queda da mureta de proteção na Arena durante o jogo diante da LDU, causou a punição do clube. Na oportunidade, o Tricolor pagou uma multa de 35 mil dólares, mas foi condenado a disputar duas partidas com portões fechados. Essa segunda punição, no entanto, está em suspenso. Agora, com este último episódio, ela pode ser executada.
"Na verdade, o Grêmio está condenado e a pena (jogo com portões fechados) é passível de execução, simplesmente assim. Se a Conmebol quiser executar, o Grêmio nem pode apresentar uma defesa porque não é mais processualmente cabível. Com esta briga, o clube pode ser denunciado e condenado novamente pelo mesmo fato", explicou Gabriel Vieira em entrevista à Rádio Guaíba.
Vieira lembra que a primeira punição destinada ao Grêmio, ainda em 2013, foi cumprida com uma partida e com o comprometimento do clube em reformar o setor da Geral para evitar novos episódios como a avalanche. "A Conmebol concordou no primeiro momento, mas se algo se repete, a entidade pode executar a pena. A prisão dos torcedores pode até abrandar a pena, mas a instituição pode entender que não há tempo para apresentar provas e simplesmente mandar que o Grêmio jogue com portões fechados", argumentou antes de informar que a briga não foi relatada na súmula do árbitro Oscar Maldonado.