“Chegaram jogadores com fome de vencer, de dar um salto na carreira. Espero que seja assim. Acho que faltou isso no ano passado. Tinham muitos jogadores, que com todo o respeito, vieram só para jogar uma Libertadores, alguns problemas aconteceram e a gente acabou pagando o preço por isso”, comentou o camisa 30.
Um dos principais nomes detectados com falta de comprometimento foi André Santos. Tanto que acabou tendo o seu contrato de empréstimo rescindo antes do final. Welliton é outro que apresentou um comprometimento baixo e acabou afastado com a demissão de Vanderlei Luxemburgo.
No segundo semestre, já com um elenco modificado, sem tantos medalhões, o problema foi outro sob o comande de Renato Portaluppi. Kleber e todo ataque gremista sofreram com a falta de gols. Era uma equipe que privilegiava completamente o sistema defensivo, deixando os homens de frente longe da área. Barcos cansava de comentar que a sua primeira função era auxiliar na marcação do adversário.
Falta de gols
“Eu sei o porquê a gente não fazia gols e acho que todo mundo sabe”, destacou o Gladiador. Agora, com Enderson Moreira, tende a ser diferente. “É uma outra forma de jogar. O que ele quer é jogar para a frente, buscar o gol. Esse ano tem tudo para sair mais jogadas, criar mais chances e consequentemente fazer mais gols também. Esse ano se não saírem os gols é realmente porque a gente não está conseguindo fazê-los”, acrescentou.
Este Grêmio mais ofensivo foi visto no primeiro teste da temporada, no sábado, em Carlos Barbosa, diante de um combinado local. Guardada a enorme distância para o adversário, a equipe conseguiu executar muitas das ordens de Enderson trabalhadas nos treinamentos em Bento Gonçalves na goleada por 4 a 0.
Kleber marcou duas vezes — os outros dois foram Maxi Rodriguez e Jean Deretti — e foi elogiado pelo novo comandante. “Fez exatamente aquilo que pedimos. Pivoteou, deu assistências, estava na área”, salientou. Sem Barcos, a opção do técnico foi utilizar o camisa 30 como centroavante.
Assim, o Gladiador será deslocado para a linha de armadores, porém mesmo assim a orientação é para seguir próximo do gol. “O Enderson vem pedindo, mesmo jogando pelo lado, para não ter que marcar e voltar tanto como no ano passado”, ressaltou.
Kleber está acostumado com as duas posições. Já as exerceu durante a carreira, porém dá a entender que prefere atuar de centroavante. “Eu já joguei nas duas situações. No Cruzeiro, talvez na minha melhor fase na carreira, atuei como no jogo-treino. No Palmeiras, fiz essa função mais recuada”, completou.