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Luxemburgo emite nota sobre condenação judicial em Tocantins

Técnico acredita que decisão será alterada

Treinador foi condenado por transferência eleitoral fraudulenta
Treinador foi condenado por transferência eleitoral fraudulenta Foto : Lucas Uebel / Grêmio / CP
No site oficial do técnico Vanderlei Luxemburgo, uma nota publicada neste sábado esclarece a posição do treinador quanto à condenação pela Justiça Eleitoral do Tocantins divulgada nessa sexta-feira: “Venho por meio da presente nota esclarecer que eu e meus advogados não fomos devidamente cientificados e intimados da decisão judicial proferida pelo Juiz de Palmas (TO). Todavia e apesar de desconhecermos seu teor, estamos convictos de que a própria Justiça de Tocantins irá, em Grau de Recurso, modificar a equivocada decisão do juiz, para que ao final do Processo possa prevalecer a verdade dos fatos e impere a justiça. E sem a influência de fatores políticos”.

Luxemburgo foi condenado pela Justiça a pagamento de multa e prestações de serviços à comunidade por conta de transferência eleitoral fraudulenta. Na decisão original, do juiz Gilson Coelho, da 29ª Zona Eleitoral, de Palmas (TO), o técnico foi condenado a um ano e seis meses de reclusão e, ainda, ao pagamento de nove dias/multa no valor de dois salários mínimos vigentes em 2008 com correções monetárias. A pena foi substituída pela prestação de serviços à comunidade referente ao período da pena e pelo pagamento de 100 salários mínimos.

Em dezembro de 2008, Luxemburgo teria apresentado uma declaração de que moraria na capital do Tocantins para requerer domicílio eleitoral na cidade. O registro foi feito na época em que o treinador almejava a uma candidatura ao Senado pelo estado em 2010, o que não se concretizou.

Advogado de Luxa acredita que decisão será revertida

Em entrevista à Rádio Guaíba, o advogado de Luxemburgo, Marcelo Peixoto, disse que a decisão deverá ser revertida em segunda instância. “Entendemos que esta decisão é de caráter precário e que, em segunda instância, vamos revertê-la. Esse tipo de processo é muito simples e acreditamos que a decisão tomada por um único juiz será modificada quando analisada por um colegiado.”

Segundo Peixoto, apesar de o técnico não morar em Tocantins, isso não o impede de ter domicílio eleitoral em Palmas (TO): “O Vanderlei possui vínculo com o estado do Tocantins há mais de oito anos. Foi um estado que ele escolheu para ser seu domicílio eleitoral. O que não tem nada a ver com residência dele. Domicílio eleitoral é o lugar onde a pessoa escolhe para ter vínculos, que sejam sociais, afetivos ou políticos, que o caso dele”.

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