Os desafios que o novo técnico precisará resolver no Grêmio

Os desafios que o novo técnico precisará resolver no Grêmio

Após tentar Roger Machado, nomes como Mano Menezes, Lisca e Rogério Ceni são outras alternativas à disposição no mercado

Arthur Ruschel

Individualidades, como Ferreira, precisarão ser recuperadas pelo próximo treinador

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Quem assumir a casamata do Grêmio na reta final do Brasileirão entrará numa panela de pressão. E em meio à necessidade imediata por vitórias terá de administrar problemas criados pela campanha gremista no Brasileirão. Além de gerir o vestiário, o novo comandante terá de recuperar o psicológico do plantel e algumas individualidades que têm deixado a desejar nas últimas rodadas do campeonato. 

Desde a segunda rodada, o Tricolor não sabe o que é estar fora da zona de rebaixamento e, com a confirmação da saída de Luiz Felipe Scolari, o clube agora busca um novo técnico – nomes como Roger Machado, Lisca, Mano Menezes e Rogério Ceni podem ser opções. O primeiro já deu negativa à diretoria, mas o clube cogita uma nova investida.

Contra o Fortaleza, na quarta-feira, às 20h30min, o interino Thiago Gomes assumirá o comando da equipe. Felipão encerrou sua quarta passagem pelo Tricolor com 47,6% de aproveitamento, com nove vitórias, nove derrotas e três empates. Os 21 pontos conquistados pelo técnico não foram suficientes para tirar o Grêmio da mesma posição em que Scolari recebeu o clube quando assumiu: 19°.

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O primeiro desafio do novo técnico está claro. Gerir o vestiário e o psicológico dos jogadores não será tarefa fácil. O Grêmio é uma equipe que não vence há quatro rodadas, faltando 12 para o fim da competição – são 36 pontos em disputa. O Tricolor ainda tem dois jogos adiados contra o Flamengo, pela segunda rodada e sem data definida, e contra o líder Atlético-MG, pela 19° rodada, no dia 3 de novembro, às 21h, no Mineirão.

"Nos últimos cinco meses estamos numa posição em que os resultados não correspondem à expectativa de ninguém. O torcedor tem que estar indignado e bravo. Temos reações de dirigentes e de torcida. Preciso organizar as coisas e meter para frente. O torcedor se manifesta legitimamente", disse o presidente Romildo Bolzan Jr, em coletiva após o jogo.

A defesa e o número de gols sofridos nos jogos serão outros dois problemas a serem resolvidos pelo novo treinador. Foram nove gols sofridos em apenas quatro rodadas, desempenho que nem de longe lembra a equipe que ficou conhecida pela solidez defensiva quando tinha Geromel e Kannemann como titulares, dupla que tem sido impedida de atuar junta por conta de lesões e suspensões. A situação já causava dores de cabeça em Felipão e deve ser estancada pelo próximo técnico. 

Fora a retomada do caminho das vitórias, vestiário e psicológico, o novo técnico deve imprimir um padrão de jogo claro – uma das principais críticas que Felipão vinha sofrendo ao longo da sua passagem. Por falta de organização tática, o Tricolor de hoje depende de lances individuais de jogadores como Douglas Costa e Ferreira. Em sua grande maioria, quando os dois atacantes não aparecem pelo lado do campo, o Grêmio abusa de cruzamentos para a grande área em busca de Diego Souza, que não vive boa fase. Sem Borja, lesionado, uma alternativa que tem sido utilizada é Churín, mas sem o sucesso esperado. 

Na coletiva antes de anunciar sua saída, Felipão resumiu o atual momento da equipe. "Dentro de campo, temos feito o melhor possível. Por uma razão, um descuido, parece que nós não conseguimos, animicamente, mudar essa situação. Vejo isso cada dia mais difícil", disse. Resta saber agora quais serão os próximos passos da diretoria para anunciar o novo comandante de mais um gigante do futebol brasileiro que caminha a passos largos para a segunda divisão.

Próximos confrontos do Grêmio no Brasileirão

  • Fortaleza x Grêmio (13/10)
  • Grêmio x Juventude (17/10)
  • Atlético-GO x Grêmio (25/10)
  • Grêmio x Palmeiras (31/10)
  • Atlético-MG x Grêmio (03/11)
  • Inter x Grêmio (06/11)

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