Segundo Souza, é possível que alguns torcedores ouvidos pela delegacia sejam chamados para prestar novos depoimentos. "O Bruno e o Tiago contribuíram muito para identificação de outros torcedores envolvidos. Podemos chamar alguns torcedores que já foram ouvidos, até para esclarecer quem aparece nas imagens", explicou.
Nessa quinta-feira, o depoimento mais esperado, de Patrícia Moreira, ocorreu e, segundo os delegados, a torcedora admitiu que proferiu ofensas racistas, mas negou que as palavras tenham sido dirigidas ao goleiro Aranha. Conforme Patrícia, ela foi no "embalo da torcida", que também gritava a palavra "macaco".
Patrícia, que chegou chorando à delegacia, se acalmou no momento do depoimento e disse que não sabia que a palavra "macaco" tinha conotação racista. A torcedora afirmou ainda que foi sozinha ao estádio do Grêmio e relatou que foi ameaçada depois do episódio, além de ter a casa apedrejada. Patrícia garantiu que não tem relação com torcidas organizadas do clube.
A quinta-feira também foi marcada pelo afastamento do auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) Ricardo Graiche. Ele teria postado conteúdo de cunho racista no Facebook por mais de uma vez. As postagens foram “descobertas” por torcedores do Grêmio, que divulgaram. O caso ganhou repercussão e o auditor excluiu o perfil na rede social.
Com a exclusão da Copa do Brasil, o Grêmio pretende recorrer da decisão do STJD, definida nessa quarta-feira. A esperança é reverter a situação no pleno do tribunal.