Os quatro torcedores do Grêmio, suspeitos de cometer injúria racial contra o goleiro do Santos Aranha, receberão na manhã desta segunda-feira no Fórum Central, em Porto Alegre, a proposta de suspensão condicional do processo.
Se aceitarem o benefício, oferecido pelo titular do Juizado do Torcedor, juiz Marco Aurélio Xavier, eles ficarão livres de cumprir a pena prevista para o crime, que seria de um a três anos de prisão. No entanto, estarão proibidos de frequentar os jogos do Grêmio por um ano e serão obrigados a se apresentar em uma delegacia de polícia sempre antes das partidas.
O juiz acolheu a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os torcedores Éder Braga, Rodrigo Richter, Fernando Ascal e Patrícia Moreira. Os quatro devem aceitar a proposta de suspensão condicional do processo.
Por conta das ofensas racistas, o Grêmio foi expulso da Copa do Brasil em primeira instância. Depois, após recorrer ao pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o clube perdeu três pontos no duelo contra o Santos e, como já havia sido derrotado, acabou eliminado do torneio.
Processo contra gremistas acusados de injúria racial pode ser suspenso
Benefício é para quatro torcedores envolvidos em crime contra goleiro do Santos