Grêmio

Renato comemora Grêmio com melhor ataque do Brasileirão

Treinador venceu Palmeiras por 1 a 0 na Arena

Foto : Mauro Schaefer

Fazer mais gols do que sofrer. É esse o lema do Grêmio de Renato Portaluppi, que admite que seu o time deixa espaços ao adversário em pró de um estilo ofensivo. “Quando eu falo dos espaços é justamente por isso, por termos uma equipe ofensiva,” justificou o treinador,  após a vitória de 1 a 0 contra o Palmeiras, na noite desta quinta-feira na Arena, pelo Brasileirão.

Com o gol de João Pedro, aos 9 minutos de jogo, o Tricolor chegou aos 39 gols e se igualou ao líder do Brasileirão, o Botafogo, equipe com melhor ataque na competição. “Hoje temos o melhor ataque com o Botafogo. Eu prefiro sofrer um gol mas fazer dois. Tomar dois, mas fazer três, desde que eu saia de campo com a vitória”, ressaltou.

O treinador minimizou o fato do time ter a sexta zaga mais vazada do campeonato. “Dane-se. Eu quero que tenha a última (zaga mais vazada), desde que esteja lá na frente, brigando pelo título ou por uma vaga na Libertadores", destacou.

O treinador também lembrou do Flamengo dos anos 80, o qual chegou a fazer parte como jogador, "que tomava muitos gols, mas que também fazia muitos", e disse que seria mais fácil jogar em um estilo mais defensivo com um zagueiro ou volante a mais, mas que também a equipe não faria tantos gols. “Vira um futebol feio. Eu gosto do futebol ofensivo, do futebol bem jogado e isso o meu time faz. A gente se expõe, mas a gente cria e faz muito gols também.”

Sobre o jogo, Renato explicou que o time jogou com praticamente quatro atacantes no primeiro tempo, com Nathan e Cristaldo abertos e Suárez e João Pedro Galvão mais centralizados. Ele reconheceu que diante de times mais qualificados, como o Palmeiras, o sistema fica mais frágil o que faz a equipe “sofrer mais”. “Quando você pega um adversário com qualidade, no momento em que eles quebram a nossa primeira linha, eu fico 3 jogadores para trás, ai ficam com superioridade (numérica) do adversário e os meus volantes precisam dar o bote e assim damos mais espaço”, explicou.

O resultado, sem sofrer gols, acabou sendo um contrasenso do que falou Renato, mas ele explicou as trocas que fez no segundo tempo, quando recuou as linhas e tentou explorar os contra-ataques, procurando deixar o time mais equilibrado no meio e defesivamente melhor. “Por isso eu mudei. Coloquei o Galdino e o Ferreira justamente porque eles tem a força para ajudar na marcação e força para contra-atacar”, disse. O jogo acabou com o Palmeiras tendo 16 finalizações contra apenas sete do Grêmio.

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