Renato Portaluppi não é o maior ídolo da história do Grêmio à toa. Como jogador, viveu as glórias da Libertadores e Mundial, em 1983. Como treinador, voltou a conquistar a América, em 2017. Mas também viveu um dos piores momentos da história do clube: a Série B, em 2022. Foi sob o comando de Portaluppi que o Tricolor voltou ao lugar que lhe é merecido, a primeira divisão nacional. Mesmo com toda dificuldade imposta, após a demissão de Roger Machado, o clube gaúcho foi conduzido por “Reinato” à elite do futebol brasileiro.
Para 2023, com a nova direção chefiada pelo presidente Alberto Guerra, a reformulação necessária foi feita. Muitos atletas saíram, e outros tantos chegaram. A qualidade da equipe deu um salto importante e, na beira do campo, Renato soube levar o Tricolor ao hexacampeonato gaúcho.
Para reviver os anos de 2017 e 2018, o treinador optou pela qualidade e posse de bola no meio-campo. Carballo e Pepê, visto como o “novo Maicon”, foram os escolhidos para o início da construção do jogo na meia cancha. Bitello, Cristaldo e Vina completaram o setor vital da equipe. À frente deles, Luis Suárez. O quarto maior artilheiro em atividade no mundo. A soma disso tudo só poderia ser um sucesso.
Olhando para a parte defensiva do time, Renato promoveu uma mudança importante no gol. Adriel foi o escolhido e correspondeu, sendo destaque principalmente na decisão por pênaltis contra o Ypiranga na semifinal. Sem Geromel lesionado, Bruno Alves e Kannemann foram os encarregados por tentar evitar que o goleiro trabalhasse. Nas laterais, Fábio e Reinaldo foram os escolhidos.
Com a conquista deste sábado, contra o Caxias, Renato Portaluppi chegou ao seu nono título como treinador do Grêmio em quatro passagens. O quarto Campeonato Gaúcho: 2018, 2019, 2020 e 2023.