• Leia mais sobre o caso
No curso, Patrícia conhecerá bibliografias de autores como: Oliveira Silveira, Abdias do Nascimento, Elisa Lucinda, Nelson Mandela, Martin Luther King e Malcom X, além de publicações nacionais da Cufa, entre elas "Cabeça de Porco", de Celso Athayde e MV Bill. A Cufa justifica a integração de Patrícia à organização afirmando que os atos contra ela, como ameaças de morte e incêndio, acabaram recaindo nas costas da comunidade negra e da periferia do Rio Grande do Sul.
“A Cufa-RS acredita que Patrícia Moreira, também, é consequência de anos de descaso com a história e cultura negra. O não cumprimento da Lei 10.639 faz com que muitos jovens, como Patrícia, não conheçam o valor da pele negra e sintam-se à vontade em proferir palavras racistas. A entidade entende, também, que é de extrema importância que Patrícia responda por seu erro perante a Justiça. Porém, para nós, é mais importante que ela adquira consciência e promova o respeito”, diz a nota oficial.
Desde o caso do dia 28, quando foi flagrada pelas câmeras da ESPN Brasil gritando a palavra "macaco" na Arquibancada Norte da Arena, a menina precisou deixar a casa em que vivia e foi ameaçada de morte por telefone e pela internet. A sua residência foi vítima de um foco incêndio na última semana.
Patrícia afirmou que queria se encontrar com o goleiro Aranha, mas o santista optou por perdoá-la, mas não quis vê-la para não criar uma promoção em cima do fato, como explicou nesta quinta, após voltar ao estádio gremista. O Grêmio foi excluído da Copa do Brasil por conta dos atos de sua torcida no julgamento no STJD - o recurso será julgado nesta semana no Pleno.