"Eu sou contra racismo, existem lutas contra isso. Vamos ter que identificar o torcedor que fez isso, a forma como foi feita e punir", reforçou. "O clube não pode ser punido pelo ato individual de um torcedor. O time sempre busca, em todos os jogos, identificar pessoas que façam atos desse tipo ou violência", acrescentou Chitolina.
Ele descartou que o Grêmio sofra punições similares à que o Esportivo foi alvo após os atos contra o árbitro Márcio Chagas, no Gauchão. "Nós vamos identificar os envolvidos, naquele caso não foram", relatou. Chitolina ainda disse acreditar que o árbitro conduziu o jogo para uma situação nervosa, ao deixar o Santos atrasar a partida. "Foi um ato individual, na forma como se processava o jogo. Até pela forma como o árbitro conduziu, gerou todo este cenário", definiu.
Logo após a partida, o meia Zé Roberto condenou a situação de racismo, apesar de não ter conseguido testemunhar no gramado. "Acredito que precisa mesmo ocorrer uma punição, já que foi claro e público. A verdade é que somos um país racista", relatou. Ele também comentou que, quando jogava na Alemanha, nunca sofreu situação similar.
Aranha não prestará queixa
Por volta das 23h30min, a assessoria de imprensa do Santos informou que o goleiro Aranha – que ainda estava na Arena devido ao exame antidoping – não prestará queixa. Ele se manifestará sobre o caso apenas a partir desta sexta, por meio de uma nota oficial no site do Santos.
Ainda que o jogador não preste queixa, as pessoas flagradas pelas câmeras cometendo atos de racismo podem ser denunciadas pelo Ministério Público.