O suposto caso de racismo, que envolveu a executiva de futebol feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, ainda está rendendo desdobramentos. O episódio que começou no dia 29 de março, na vitória das Mosqueteiras sobre as Gurias Coloradas por 2 a 1, pela 5ª rodada do Brasileirão Feminino, no Sesc da Protásio, voltou a ser pauta após o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciar a profissional pelo crime de injúria racial contra um torcedor do Inter.
No dia 15 de abril, mês seguinte ao ocorrido, a Polícia Civil indiciou a dirigente em âmbito desportivo por ter proferido ofensas de cunho racial contra um dos dirigentes da Camisa 12, torcida organizada do Internacional. Dois dias depois do indiciamento, no dia 17, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu por absorver Bárbara, por 3 votos a 2.
O relator Pedro Gonet, entendeu que não houve elementos suficientes para comprovar ato discriminatório. Gonet também destacou que tanto as testemunhas de defesa quanto as de acusação eram vinculadas a clubes rivais e, portanto, não seriam neutras.
A executiva chegou ao clube no dia 19 de janeiro, quando o Grêmio deu o pontapé inicial na temporada 2026 do futebol feminino, concretizando mudanças no departamento e realizando reforços no elenco.
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Relembre os pronunciamentos
No dia 29 de março, após a partida, a denúncia do ocorrido foi publicada em nota oficial pela Camisa 12, torcida organizada colorada.
“Ao final do confronto, presenciamos um episódio lamentável. Ao invés de se limitar à comemoração do resultado, a diretora executiva da equipe adversária dirigiu-se a um de nossos diretores com as seguintes ofensas: ‘sai, filho da p..., macaco, filho da p...”.
Em defesa da diretora, o clube Tricolor também se manifestou em nota, nas redes sociais, e negou que tenha acontecido qualquer ofensa de cunho racial. De acordo com o clube, Bárbara compareceu à 3ª DPPA e deu a sua versão amparada por testemunhas.
“Após o clássico Gre-Nal deste sábado, 28, pelo Campeonato Brasileiro Feminino, um episódio envolveu um torcedor rival, que acusa de forma inverídica uma colaboradora do clube de ter proferido injúrias raciais no momento em que os representantes gremistas eram ofendidos por membros da torcida adversária. A instituição reitera que não houve por parte da funcionária qualquer manifestação nesse sentido e que a situação foi prontamente resolvida junto às autoridades”.