"Diante do fato de o Grêmio ter obtido a classificação para a pré-Libertadores, sobrepuseram-se algumas datas e houve a necessidade de discutir a manutenção da data do dia 30", explicou Hocsman. "Aconteceu uma reunião entre os presidentes Noveletto, Paulo Odone e Giovanni Luigi, quando foi proposta nova data, mas eles concordaram em realizar o Gre-Nal no dia 30, com a ressalva de que a partida ocorreria com as equipes ditas B", argumentou o dirigente da FGF.
Hocsman informou que, apesar de o Grêmio não descumprir uma regra do campeonato ou quebrar um contrato com a FGF, a pressão por realizar a partida no Estádio Olímpico seria uma recusa de um acordo verbal entre os presidentes de Inter, FGF e o próprio Tricolor gaúcho. "Tínhamos ainda uma ata assinada para a realização da partida, apesar de que, com a impossibilidade de garantir os times principais no jogo, as cotas oferecidas de R$ 600 mil iriam baixar", ponderou Hocsman.
"A federação é um órgão democrático e aberto a manifestações de seus associados. O Grêmio tem direito de se manifestar contrário à realização do jogo em Rivera, mas isso não quer dizer que ele possa mudar algo aprovado e retificado por todos os dirigentes dos clubes e da FGF", analisou o vice-presidente. "Mas o time está no direito dele, pois é o mandante do jogo. A gente tenta fazer com que as coisas acertadas, combinadas, tenham valor." Novelletto, por sua vez, mandou uma mensagem, reproduzida por Hiltor Mombach, na qual mostra confiança de que o Grêmio cumpra o combinado.