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Porto Alegre, 3 de Setembro de 2010


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Realizada uma audiência no Juizado Especial Criminal do jogo entre Grêmio e Guarani

Está em   www1.tjrs.jus.br/site/imprensa/noticias/
O jogo entre Grêmio e Guarani, realizado nesta quarta-feira (1º/9), no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, registrou uma ocorrência no Juizado Especial Criminal (JECRIM), por posse de entorpecentes (maconha).
A partida contou com um público total de 30.063 pessoas.
O torcedor aceitou a transação penal proposta pela Justiça, e pagará multa no valor de R$ 200,00, que será destinada ao Lar Santo Antônio dos Excepcionais.
O Juizado Especial Criminal foi presidido pelo Juiz de Direito Ruy Simões Filho.
Próxima atuação
O JECrim atuará no próximo domingo (5/9) na partida entre Internacional e Grêmio Barueri, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

Número de casos

As audiências nos postos do Juizado nos estádios na Capital gaúcha já somam 439 atendimentos desde abril de 2008, sendo registrados 237 casos no Beira-Rio e 202 no Olímpico.
Postado por Hiltor Mombach - 03/09/2010 13:40

Direitos de imagem: quanto pagam os clubes

Por Emerson Gonçalves em  globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/  (com autorização)
País curioso é o Brasil. Historicamente, nossas elites são atrasadas, não por ignorância (ao fim e ao cabo, sim, mas essa é outra história, como já veremos), mas por apego ao status quo, apego aos confortos de que desfrutam. Em nome desse conforto, e é aqui que a ignorância domina e se mostra, elas sempre primaram, em todo o desenrolar de nossa história, pela manutenção de seus privilégios.

O melhor e pior exemplo disso é a distribuição de renda do país, cujo único adjetivo cabível, realmente, é criminosa. Burra, também, mas nesse caso o crime tem prioridade na designação. No século XX, enquanto em boa parte do mundo o desenvolvimento dos meios de produção e da economia favorecia o surgimento de camadas médias nas populações e, de maneira geral, elevava o nível de renda e o acesso ao consumo de todos os estratos sociais, tínhamos justamente o oposto na Terra de Vera Cruz. A economia crescia, os meios de produção desenvolviam-se e sofisticavam-se, mais dinheiro passava a entrar no circuito, em boa parte, todavia, concentrado nas mãos, bolsos e contas de poucos, pouquíssimos. Mas o povo trabalhador – duas palavras que são doces nas bocas de políticos: povo e trabalhador – não ficou com as mãos abanando a ver navios, ah, não: para sua alegria e profunda satisfação as elites criaram os “benefícios sociais”, chamados, corretamente, de encargos sociais nas folhas de pagamento. Sua missão era clara: esconder ou minimizar o baixíssimo valor dos salários. Outra não é a função do 13º. Sem ele, como poderia o trabalhador comprar os presentinhos de fim-de-ano para os filhos e o panetone e as castanhas para a família? Impossível. As férias pagas de 30 dias e mais o bônus – uau! – também mascaram a realidade salarial. O próprio FGTS e os diferentes vales hoje existentes. Seria preferível salários decentes, realmente dignos, todo mês, de janeiro a dezembro, com a distribuição da renda em parâmetros civilizados e efetivamente capitalistas, do que manter essa parafernália que mais atravanca e atrasa do que ajuda. Tudo isso, porém, foge um pouco ao espírito deste Olhar Crônico Esportivo, não é mesmo?

Nem tanto, nem tanto…

Enquanto dava uma olhada nos balanços preparando o post sobre as receitas operacionais e as folhas salariais de nossos clubes, prestei atenção no valor dos direitos de imagem pagos ao elenco pelo Internacional. Já tinha visto o mesmo item no balanço do São Paulo e logo na sequência vi os números santistas. Aí pensei em, apenas por curiosidade, mostrar os valores pagos como direitos de imagem em comparação ao custo total da folha de pagamentos.
Passei a conferir balanço por balanço…

Nada.

Apenas três clubes deixaram essa informação disponível em seus balanços. Nos demonstrativos dos outros clubes nenhuma linha a respeito ou, como no caso do Grêmio, a informação que os valores correspondentes estavam somados a outros diversos, sob o título Despesas.

Estão errados esses clubes que não identificaram esses gastos?

Não, tecnicamente não, mas poderiam ter dado um pouco mais de informações e, portanto, um pouco mais de transparência a respeito de sua realidade financeira. O mundo não vai acabar com essa omissão, mas tampouco acabaria se eles tivessem sido divulgados.

Pagar atletas e treinadores por meio do direito de imagem é um artifício que os clubes utilizam para reduzir seus gastos com a folha salarial, reduzindo, assim, os famosos encargos, alguns dos quais mencionados na introdução deste post. O direito de imagem é um artifício legal: o atleta ou o treinador ou outro profissional qualquer, “vende” ao clube o direito dele usar sua imagem para fins comerciais. Para isso, constitui uma empresa, registra-a, etc, etc, passa a ter o direito de emitir nota fiscal e, todo mês, o atleta emite a nota do período e entrega-a ao clube. Este, em contrapartida, deposita o valor correspondente em sua conta. Sobre este valor não há incidência de férias, 13º, salário-família, FGTS e tampouco INSS.

Apenas para facilidade de cálculos e compreensão, peguemos o salário do Chiquinho das Candongas: garoto bom de bola, em vias de ir pras oropas, ele ganha 200.000 todo mês. Desse valor, 100.000 estão registrados na carteira. Sobre ele, é descontado o imposto de renda na fonte e a parcela do trabalhador referente ao INSS. A empresa, de sua parte, recolhe o restante da parcela do INSS, o FGTS, paga as férias, os bônus, o 13º e os etc diversos. Tudo isso somado, dá um valor ao redor de 1.8 milhão por ano.

Para completar os 200 mil mensais, nosso grande Chiquinho das Candongas entrega ao clube uma NF da empresa Chiquinho das Candongas Atividades Esportivas SC Ltda, no valor de 100 mil reais. Uma por mês, num total de doze por ano, ou treze ou até quatorze, dependendo do acerto, de seu grau de esperteza, da esperteza de seu agente, da força do clube. Se forem doze, como parece ser a praxe, o total anual será de 1,2 milhão de reais.

Num contrato normal, o custo anual seria de 2,4 milhões de salários e mais alguma coisa como 1,4 a 1,8 milhão de reais como encargos, totalizando um valor entre 3,8 e 4,2 milhões por ano.

Pagando 50% do salário na forma de direito de imagem, esse custo para o clube cai para 2,8 a 3 milhões de reais por ano, resultando numa economia, portanto, entre 1 e 1,4 milhão por ano.

Todos esses valores são meramente aproximativos, quero deixar claro. Os valores reais de contrato e as parcelas “na carteira” e “na nota” não são divulgados. Há casos em que o valor mensal “na nota” é maior que “na carteira”, ao que dizem. Como também há casos em que o valor registrado “na carteira” é bem maior que o que é pago via NF. Por tudo que sei e conversei a respeito, entretanto, as ordens de grandeza são por aí, iguais ou próximas dos valores que vocês acabaram de ver, tanto para menos como para mais.

Para terminar, vejamos, então, os valores que foram lançados nos balanços dos clubes com mais transparência nessa informação:
Clube                     Folha total                      Direito de imagem                        Proporção
Internacional              58,2                                   26,2                                                45,0%
Santos                        44,0                                  26,2                                                * 59,6%
São Paulo                  78,8                                  16,4                                                   20,8%

* Santos – O clube lançou junto o valor referente ao direito de arena dos atletas.
* Santos – Há também um lançamento de 0,5 milhão na conta do Clube/Administração, que, provavelmente, é referente a pagamento de membro ou membros da Comissão Técnica.


Como disse no início desse post, essa informação tem mais o caráter de uma curiosidade. Afinal, para que pudéssemos tirar conclusões mais aprofundadas a respeito, precisaríamos conhecer o valor efetivo da folha salarial dos atletas do clube como um todo – uma parte deles não tem direito de imagem, pois os salários não atingiram, ainda, um patamar muito elevado – e dos atletas com direito de imagem em particular. Fica mais pela curiosidade, também, pelo fato de apenas três clubes identificarem esses lançamentos – e o Santos comete o pecadilho, nada grave, de colocar junto o direito de arena. Esse, de maneira geral, tem valores muito baixos comparados à folha e aos direitos de imagem, como pudemos ver.


Postado por Hiltor Mombach - 03/09/2010 13:30 - Atualizado em 03/09/2010 13:31

Inter lembra que ranking da IFFHS não considera torneios estaduais

Do site do Inter.
"A conquista do bicampeonato da Taça Libertadores da América não para de render frutos ao Inter. O ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) foi atualizado nesta quarta-feira e divulgado por meio de seu site oficial. O Sport Club Internacional, que ocupou a 29ª colocação no mês de agosto, deu um grande salto e agora está na 9ª posição, com 217 pontos, ao lado do Estudiantes de La Plata, da Argentina. É o clube brasileiro mais bem colocado na lista das 350 equipes do mundo.
A IFFHS é uma organização reconhecida pela FIFA responsável por administrar e divulgar todos os recordes do futebol, bem como suas estatísticas e eleição de melhor jogador. O Ranking Mundial de Clubes foi criado em 1991 e é divulgado mensalmente pela federação. Os critérios levam em consideração os resultados de todos os clubes nos últimos 365 dias, sem considerar os torneios estaduais."
O Grêmio ganhou o estadual deste ano.



Postado por Hiltor Mombach - 02/09/2010 19:41 - Atualizado em 02/09/2010 19:42

NO SITE, VITÓRIA SURGE ORGULHOSO AO EMPATAR COM CAMPEÃO DA LIBERTADORES

MANCHETE. Vitória envolve no segundo tempo o campeão da Copa Libertadores, não aproveita as chances e empata sem gols no Barradão

O Vitória foi vibrante e envolvente no segundo tempo, quando encurralou o campeão da Copa Libertadores. Mas as chances criadas não foram transformadas em gols e o árbitro paulista Cléber Welington Abade deixou de assinalar um pênalti com o defensor do time gaúcho metendo a mão na bola.
O empate de 0 a 0 na noite desta quarta-feira, no Barradão, interrompeu a seqüência de triunfos sobre o Internacional. Nos anos de 2008 e 2009, o rubro-negro ganhou pelo placar de 2 a 0 jogando no Barradão.
No primeiro tempo, o Inter foi mais aguerrido, marcou forte e parou no goleiro Viáfara que, em noite inspirada, evitou o gol adversário em três oportunidades.
Na volta do intervalo, o Vitória veio com mais vontade e passou a jogar. Pressionou o Internacional, a arriscou mais jogadas ofensivas, sem sofrer perigo defensivamente, mas não balançou as redes do gol de Renan.
Postado por Hiltor Mombach - 02/09/2010 19:28 - Atualizado em 02/09/2010 19:29

Fifa solicitou ao Inter um detalhamento do plano de viabilidade econômica

Representantes da Fifa estarão hoje no Beira-Rio para uma avaliação técnica. A Fifa solicitou ao Inter um detalhamento do plano de viabilidade econômica para reformar o estádio até a Copa do Mundo. Havia a informação, desmentida pelo vice de patrimônio, Emídio Marques Ferreira, de que a entidade não teria aceitado o plano inicial: "Pediram um detalhamento de como será feita a venda das suítes. Havíamos adiantado que o clube teria também o dinheiro da venda dos Eucalíptos e o velho estádio já foi negociado".
Postado por Hiltor Mombach - 02/09/2010 19:01 - Atualizado em 02/09/2010 19:02

DOUGLAS, LESÃO EM BOA HORA

Douglas foi sacado do jogo contra o Atlético Paranaense aos 42min do segundo tempo. Saiu para entrar um lateral, Neuton. O torcedor gremista presente ao estádio do Atlético vaiou Douglas. O jogador voltou a ser sacado, agora no jogo de ontem, contra o Guarani de Campinas, no estádio Olímpico, aos 18min do segundo tempo. Saiu para entrar Leandro. Ouviram-se vaias para Douglas. Com dores no púbis, o meia está fora do próximo jogo do Grêmio, contra o Botafogo, sábado, às 18h30min. As dores chegam em boa hora. Douglas não vem bem e Renato fará bem em colocar outro jogador em seu lugar. Entre os meias, Douglas figura atualmente em 39º lugar entre os top 40 do Bola de Prata da revista Placar. Sobre o Bola de Prata: "Os jornalistas de Placar assistem, sempre nos estádios, a todas as partidas do Brasileirão e atribuem notas de 0 a 10 aos jogadores. Encerrado o campeonato, receberão a Bola de Prata os craques que tenham sido avaliados em pelo menos 16 partidas."

Postado por Hiltor Mombach - 02/09/2010 18:12 - Atualizado em 02/09/2010 18:13

BEIRA-RIO, "MANUTENÇÃO SAUDÁVEL"

O conselheiro Claudio Bier, de Oposição, disse a este blogueiro achar uma "bobagem" investir quase R$ 180 milhões na reforma do Beira-Rio para realizar alguns jogos da Copa do Mundo: "Eu faria uma mautenção saudável, sem comprometer o patrimônio do clube, atendendo apenas os interesses do clube". O Inter está atendendo recomendações da Fifa. Claudio Bier confirmou que não irá concorrer às eleições do final do ano: "Sou colorado. Fanático. Conclui que não faria melhor do que está gestão no que toca o futebol. Como empresário, fui contra a contratação de Tinga, pela idade, mas está se vendo que foi um acerto. Desisti." 
Postado por Hiltor Mombach - 02/09/2010 17:01




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