Inter e Grêmio voltam a se encontrar neste domingo, no Beira-Rio, para o Gre-Nal número 451 da história. O duelo decide o Campeonato Gaúcho, mas a disputa chega ao segundo capítulo com um enredo bastante confortável para o lado tricolor. Após vencer por 3 a 0 na Arena, domingo passado, o Grêmio só deixa escapar o título se sofrer uma goleada. Ao Inter, resta a missão de tentar uma virada histórica, dessas que não aparecem no dia a dia e que, de tão improváveis, só podem acontecer no futebol.
No Beira-Rio, dirigentes e o técnico Paulo Pezzolano têm apontado a arbitragem como um dos fatores que influenciaram o resultado do primeiro confronto, argumento que encontra alguma ressonância. Ainda assim, a explicação não passa apenas pelo apito. O desempenho colorado também deixou brechas difíceis de ignorar.
Diferentemente do primeiro Gre-Nal da temporada, ainda pela fase classificatória, quando o Inter venceu por 4 a 2 e exibiu futebol convincente, o time mostrou dificuldades para proteger a própria defesa na Arena. O sistema defensivo ficou exposto em vários momentos e, no ataque, as investidas foram raras, mesmo enquanto ambos os times tinham 11 jogadores em campo. Após a expulsão de Bernabei, a superioridade gremista ficou flagrante.
Agora, o desafio é quase um exercício de equilíbrio: marcar três vezes e, ao mesmo tempo, evitar qualquer deslize atrás. Em outras palavras, combinar ousadia ofensiva com uma retaguarda intransponível. A torcida acredita tanto que o Beira-Rio deverá estar lotado.
Para alimentar o sonho do título, a equipe de Pezzolano precisa de uma atuação impecável, praticamente sem margem para erro, e, se possível, de algum episódio inesperado que altere o rumo do embate, como foi a expulsão de Bernabei. A posição, inclusive, está em aberto. Aguirre surge como principal opção, mas Victor Gabriel e até Allex são as alternativas.
Do outro lado, a missão gremista é bem mais simples: deixar o relógio trabalhar. Com a larga vantagem construída na Arena, o Grêmio pode até sair derrotado por dois gols de diferença que, ainda assim, ficará com a taça e retomará a hegemonia estadual que escapou no ano passado.
Ao contrário do confronto na Arena, Luís Castro deverá montar uma equipe para reagir e aproveitar os espaços que o rival deixará na defesa. Sem nenhum desfalque, o português poderá repetir o mesmo time, mas faz mistério em uma posição. Titular no duelo de ida, Monsalve não tem presença garantida desde o início neste domingo. Willian aparece como a alternativa ao colombiano no setor.
Se o Inter terá mais de 40 mil pessoas no estádio, o Tricolor terá o apoio de 2 mil gremistas, que vão lotar o setor visitante e vão apoiar em busca do título na casa do rival, o que não acontece há 20 anos.
No Beira-Rio, portanto, um lado busca escrever uma página quase inédita e improvável na história do clássico. O outro só precisa evitar que ela seja escrita. No fim, um dos dois erguerá a taça de campeão gaúcho.
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Gauchão 2026 - 2° jogo da final
Inter
Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Félix Torres e Aguirre (Allex/Victor Gabriel); Ronaldo, Paulinho e Alan Patrick; Vitinho, Carbonero e Borré. Técnico: Paulo Pezzolano.
Grêmio
Weverton; Pavon, Gustavo Martins, Viery e Marlon; Noriega, Arthur e Monsalve (Willian); Enamorado, Amuzu e Carlos Vinícius. Técnico: Luís Castro.
Árbitro: Rafael Klein (RS)
Assistentes: Maira Mastella Moreira (RS) e Tiago Augusto Kappes Diel (RS)
VAR: Marcello Ignacio Domingues Neto (RS)
Data e hora: 8 de março, domingo, às 18h
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)