O Inter divulgou nesta sexta-feira uma nota oficial para explicar o transfer ban imposto pela Fifa, punição que impede o clube de registrar novos jogadores. De acordo com a direção colorada, o pagamento de uma parcela referente à contratação do atacante Wanderson chegou a ser realizado, mas acabou devolvido devido a restrições bancárias internacionais relacionadas à guerra entre Rússia e Ucrânia.
No comunicado, o clube afirma que efetuou a transferência em 9 de dezembro de 2025, utilizando os dados bancários previstos no contrato firmado com o Krasnodar. No entanto, a remessa não foi concluída. “Em razão das restrições bancárias internacionais decorrentes da guerra entre Rússia e Ucrânia, a remessa acabou sendo devolvida à conta do Clube”, informou o Inter.
Ainda segundo a nota, desde então a direção mantém contato com os dirigentes da equipe russa na tentativa de encontrar uma alternativa que permita a conclusão do pagamento. “Desde então, o Internacional mantém contato com o Krasnodar para encontrar uma solução que permita a conclusão do pagamento, respeitando as condições regulatórias e as sanções atualmente vigentes”, acrescenta o comunicado.
O clube gaúcho também demonstrou confiança de que o caso será resolvido em breve. “Diante desse cenário excepcional, que envolve limitações operacionais relacionadas ao clube russo, a expectativa é de que a situação seja resolvida nas próximas semanas, com a regularização da demanda disciplinar atualmente em tramitação na FIFA.”
Esta é a segunda vez em poucos meses que o Inter sofre a sanção da entidade máxima do futebol – a anterior envolveu a compra de Carbonero do Racing, da Argentina. A atual punição está ligada à negociação realizada em dezembro de 2022, quando o Colorado acertou a compra do atacante junto ao Krasnodar por 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 25 milhões na cotação da época). O acordo previa seis parcelas semestrais de 750 mil euros ao longo de três anos.